Esportes

Jiu-jítsu: Da ralação no trabalho para a disputa no octógono

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

No cotidiano eles são jovens empreendedores, um artesão de massas de sorvete e o outro habilidoso profissional na montagem de componentes automotivos. Mas a paixão que une Bruno Cesar e Luiz Fernando é o jiu-jitsu. Praticantes da arte marcial no mesmo tatame da academia onde treinam, eles suaram muito com as orientações do professor e faixa preta da modalidade, Christiano Catala, para superar adversários no último Iron Cage, realizado no ginásio da Luso, no mês passado.

Quem viu os jovens no octógono da Luso não reconheceria o empresário do ramo de sorvetes, com uma loja em Piratininga e outra no Parque Vista Alegre. Calmo, o Luiz da mistura de massas da sorveteria deu lugar ao lutador estrategista no Iron Cage. "O Luiz é muito calmo também durante o combate e assimila perfeitamente as estratégias que discutimos para o confronto e o que foi treinado", conta o professor da Chris Gold Team.

Por esta razão, Luiz Fernando teve frieza para perseguir a estratégia dos treinos em levar seu oponente, Patrick Silva, de Marília, para a luta no solo. "Ele sabia que o adversário era bom em muay thay. Então, ele ficou o tempo todo concentrado em ir para o chão, até que na etapa final ele venceu com finalização com uma chave, usando as pernas. Foi inteligente", lembra o mestre Chris.

O colega de treinamento, Bruno César, fez dos detalhes de seu trabalho com componentes automotivos o elo para a vitória no combate com o também mariliense Leonardo Santos. "O Bruno é muito forte e não teve receio em trocar golpes em pé. No primeiro vacilo do adversário ele percebeu posição favorável para uma joelhada, que abriu o caminho para o nocaute técnico logo em seguida, no segundo round", descreve o treinador.

"Treinar duro por dois meses e meio, folgando só no domingo, foi fundamental. É como na oficina, onde cada detalhe faz a diferença no trabalho final", comemora o empreendedor Bruno. "Buscar o ponto ideal da massa de sorvete exige paciência e carinho, como na luta, onde esperar o momento certo para decidir faz a diferença", finaliza Luiz.

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