Tribuna do Leitor

Vitor, meu neto


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Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus... O neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...

Tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis (Raquel de Queiroz).

No entardecer do dia 17, no mês de maio, nasceu o Vitor, meu neto, filho do meu filho Vinicius e Lidiane, minha nora.

A família em festa agradece o bom presente de Deus. Bendito é o ventre que te gerou.

Maio, mês das mães, do início dos dias frios, mês que nos aquecemos juntos, cheios de amor. O Vitor chegou no mês em que florescem os ipês: o roxo vem de Deus Pai; o amarelo, de Jesus Cristo, o Filho, e o branco, enche nossos corações da presença do Espírito Santo. Seja bem-vindo, Vitor dos ipês em flor!


Vovó Nilda M. Adriano

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