Berlim - As autoridades de Saúde alemãs advertiram ontem que a ameaça da variante letal da bactéria Escherichia coli (E. coli), que causou 31 mortes na Alemanha, persiste, apesar de ter sido localizado o foco da infecção em uma fazenda de sementes germinadas em uma pequena área agrícola em Bienenbüttel.
Embora as suspeitas do Instituto Robert Koch sobre a origem do agente patogênico tenham sido confirmadas, "persiste o risco da infecção por contato físico", assinalou hoje um porta-voz do Ministério de Assuntos Sociais do cêntrico estado federado de Hesse.
A falta de higiene na cadeia alimentar pode gerar novos focos da perigosa variante O104 da bactéria, advertiu o ministério, que fez um apelo pela prevenção e a manutenção das normas de higiene.
As autoridades sanitárias e o governo alemão levantaram na sexta-feira o alerta sobre pepinos, alfaces e tomates como foco da infecção da E. coli, após a confirmação da presença da variante letal da bactéria em sementes germinadas.
Após semanas de uma crise sanitária que gerou danos milionários ao setor agrícola de metade da Europa, foi achada a presença dessa agressiva bactéria em um pacote de sementes localizado no lixo de uma família da região de Bonn (oeste), onde dois membros haviam contraído a infecção.
Os vegetais eram de uma fazenda ecológica, indicada o Instituto Robert Koch como "foco mais provável" dessa infecção, cujo número de afetados chega a 2,8 mil pacientes internados na Alemanha, dos quais 722 desenvolveram a perigosa síndrome hemolítica-umérica (SUH).
As contraprovas feitas com os brotos vegetais procedentes de uma fazenda do norte da Alemanha confirmaram a presença da agressiva variante da bactéria.
Um porta-voz do Ministério de Agricultura e Defesa do Consumidor alemão anunciou ontem que o Instituto Federal de Avaliação de Riscos identificou a perigosa cepa da bactéria nos brotos vegetais procedentes da empresa em Bienenbüttel.
Vários funcionários da fazenda contraíram a doença há algumas semanas. A empresa distribuiu os brotos para os restaurantes em que foram confirmados doentes entre os clientes, assim como os supermercados.