Bairros

Plástico: é hora de reciclar

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Ele não usa capa longa, máscara e tampouco tem uma gargalhada fatal. Mesmo assim, é apontado por muitos como o grande vilão da atualidade. Seu nome é plástico e as principais acusações dão conta de que ele está cometendo crimes bárbaros contra o meio ambiente.

Acusá-lo é fácil. Afinal, os argumentos são muitos e vão da degradação que ele causa na camada de ozônio ao seu longo tempo de decomposição. Mas o diabo não é tão feio quanto se pinta. O que pouca gente se dá conta é que o plástico só se torna realmente um vilão se puder contar com a ajuda de muitos cúmplices. E você pode estar entre eles.

"O plástico é uma excelente invenção e só se torna um problema se for mal utilizado. Ele cumpre bem a função de proteger o objeto embalado contra reações do vento, chuva e microorganismos. Além disso, não deixa cheiro, nem gosto", defende Tamara Quinteiro, bióloga e voluntária do Instituto Vidágua.

Ela explica que o erro está no uso em excesso e na destinação incorreta do material. Isso porque sua principal qualidade é também seu maior defeito. A grande cadeia de carbono que forma o plástico, ao mesmo tempo que lhe confere resistência, impermeabilidade e elasticidade, torna sua vida útil extremamente longa, estimada em mais de 300 anos.

Agora, pense na quantidade de produtos embalados em plástico. Calcule que a maioria dessas embalagens, depois de utilizadas uma vez, vai para o aterro sanitário de Bauru, onde ficam por cerca de três séculos.

"Infelizmente, essa é a realidade. O ideal é uma mudança na cultura do povo. O certo seria reduzir o consumo de plástico, reutilizá-lo o máximo de vezes possível e, depois, enviá-lo para a reciclagem. Dessa forma, o plástico nunca seria um vilão", avalia Tamara.

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