Bairros

Tudo novo de novo

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Apenas 2% das 7.050 toneladas de lixo produzidas em Bauru mensalmente são destinadas à Cooperativa dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis (Cootramat). O restante, vai direto para o aterro sanitário.

E quando o assunto é plástico, os números são ainda mais assustadores. Por mês, das 150 toneladas de recicláveis que chegam a Cootramat, apenas 18 toneladas são de plásticos. Esta pequena parcela é reciclada e logo está na ativa novamente. O restante, indesejavelmente, fará companhia aos habitantes de Bauru por, pelo menos, 300 anos.

Os motivos para a pouca destinação do plástico à reciclagem são muitos: vão da falta de consciência da população ao baixo valor pago pelo material.

"Apesar da coleta seletiva atender a 86% dos bairros de Bauru, muita gente não realiza a separação do lixo em casa e, com isso, contribui para a degradação do meio ambiente. Falta consciência", frisa Sidnei Rodrigues, do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma).

Além disso, o peso do plástico e o valor pago por ele não ajudam. Se comparado com o alumínio, a vedete do momento, o plástico sai em desvantagem.

"Enquanto o quilo do plástico vale R$ 0,45, o do alumínio vale R$ 2,30. E o alumínio é bem mais pesado", compara Rodrigues.

Contudo, as garrafas pet, que também são feitas de plástico, valem um pouco mais: R$ 1,28 o quilo.

E se para os coletores de recicláveis o quesito peso é fundamental, imagine quantos deles se interessam pelas famigeradas sacolas plásticas de supermercado, que pesam apenas quatro gramas.

"É fato que apenas uma pequena parcela das sacolas plásticas chegam à reciclagem. Ultimamente, temos notado um pouco mais a presença delas no galpão da Cootramat, por conta da campanha por sua erradicação, mas elas ainda são exceções por lá", lamenta Sidnei Rodrigues.


Por um planeta melhor

Quem quiser entrar na onda sustentável e ajudar a melhorar a vida no Planeta Terra, pode começar separando o lixo para reciclagem.

Em Bauru, a Cooperativa dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis (Cootramat) aceita 22 tipos diferentes de material, desde que estejam em condições de reaproveitamento. Para participar, basta separar o lixo e destiná-lo à coleta seletiva, que passa nos bairros da cidade pelo menos uma vez por semana.

O processo é simples, mas alguns cuidados devem ser tomados para não haver problema. No caso das embalagens plásticas e longa vida, por exemplo, basta lavá-las superficialmente para tirar o excesso dos resíduos nelas contidos e depois deixá-las secar. Não é necessário o uso de esponja na lavagem.

"Passar uma água na embalagem é fundamental para não inutilizar os outros materiais durante o transporte da coleta seletiva. Uma embalagem de molho de tomate não lavada, por exemplo, pode manchar um papelão", explica Sidnei Rodrigues, do departamento de ações e recursos ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) de Bauru.

Quanto aos papéis, recomenda-se conservá-los inteiros. Não é indicado amassá-los nem rasgá-los porque, de acordo com Sidnei, assim, o valor arrecadado com o produto é bem maior. Já as sacolinhas plásticas, devem estar limpas e secas.

O óleo já utilizado também pode ser destinado à coleta. Já o isopor, deve ser evitado ao máximo, já que a tecnologia para reciclá-lo ainda é muito cara.

"Lembrando que madeiras e restos de comida não devem ser encaminhados para a coleta seletiva", orienta Sidnei Rodrigues.

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