Os italianos pareciam prontos na segunda-feira a banir a energia nuclear durante décadas em um referendo fortemente influenciado pelo desastre de Fukushima, mas que também foi um sonoro voto político contra o primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
Os números oficiais indicavam um resultado superando facilmente o quórum de 50 por cento necessário para validar quatro referendos, incluindo um sobre o banimento à energia nuclear.
O referendo anula uma lei aprovada no ano passado que reiniciava o programa nuclear da Itália, que havia sido interrompido em 1987 por outro referendo que se seguiu ao desastre de Chernobyl.
Ciente da reação proveniente do acidente de Fukushima, o governo recentemente suspendera o programa nuclear numa tentativa de enfraquecer o referendo.
A votação, entretanto, é considerada o fim para qualquer perspectiva da energia atômica neste país num futuro próximo.
Ele amplia o impacto global do desastre de Fukushima, ocorrido após um forte terremoto seguido de tsunami em março no Japão.