A Auditoria da Justiça Militar do Rio recebeu hoje a denúncia oferecida pelo Ministério Público estadual contra os 429 bombeiros e dois policiais militares presos no último dia 4, após a invasão do Quartel Central da corporação.
Todos vão responder à ação penal militar pelos crimes de motim, dano de material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e naval e em estabelecimentos militares.
O processo foi desmembrado em três ações distintas, a pedido do Ministério Público. Um deles envolve os dois policiais militares que chegaram ao Quartel Central na noite da invasão (3) e deixaram que as viaturas dos bombeiros tivessem os pneus esvaziados, sem ter nenhum tipo de reação. O outro envolve os 14 bombeiros considerados líderes do crime de motim, onde se incluem os oficiais da corporação. Os demais 415 acusados permaneceram agrupados na ação principal.
A denúncia do Ministério Público enumera 14 veículos danificados pelos manifestantes. Também foram quebrados os portões de entrada do Quartel Central e os portões de acesso ao cassino de cabos e soldados, as instalações da Diretoria Geral de Finanças, da Superintendência Administrativa, da Subsecretaria de Defesa Civil, da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, do refeitório de oficiais, refeitório de praças, cozinha, padaria, depósito de laticínios e frutas, ambulatório de nutrição e porta lateral de acesso à Rua do Senado, no Quartel Central da corporação.