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PSDB monta núcleo de marketing para sanar comunicação ?errática?

Folhapress
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São Paulo - Depois de amargar três derrotas em eleições presidenciais, a cúpula do PSDB decidiu criar um núcleo de marketing na estrutura do partido. A avaliação hoje é que a sigla trabalhou a comunicação com o eleitorado nacional de maneira "errática" nos últimos anos.

A iniciativa evidencia uma determinação por institucionalizar a estratégia de propaganda dos tucanos e, com isso, aumentar a ingerência do comando da sigla nas campanhas eleitorais.

Na última eleição presidencial, Luiz Gonzalez, marqueteiro do então candidato do PSDB, José Serra, foi criticado por caciques da sigla por não permitir que o núcleo político interferisse em sua estratégia de comunicação.

As diretrizes de trabalho e o formato da nova estrutura de propaganda dos tucanos serão traçados com base em estudo encomendado à MCI, empresa de marketing estratégico comanda pelo cientista político Antonio Lavareda, um antigo colaborador do comando da legenda.

A MCI deverá identificar mensagens associadas ao PSDB, a imagem do partido no eleitorado e programas que são vinculados pelo eleitorado às gestões tucanas.

Com o estudo de Lavareda em mãos - a expectativa é a de que a avaliação esteja pronta em 60 dias - o PSDB iniciará a montagem da nova equipe de propaganda.

A intenção da cúpula do partido é, inicialmente, fazer com que esse núcleo de marketing consiga fazer um intercâmbio de programas bem avaliados nos Estados governados pelo PSDB.

Os tucanos pretendem unificar algumas ações nos oito Estados que comandam. A cúpula do partido acredita que essa seria uma das maneiras de uniformizar uma imagem para o eleitorado.

Pesquisas de intenção de voto não estão previstas no estudo da MCI.

"Esse núcleo (de marketing) vai interagir com os governadores e com o comando do partido. Nós erramos na comunicação", explica o presidente da legenda, deputado Sérgio Guerra (PE).

A necessidade de definir uma estratégia de comunicação com o eleitorado foi apontada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no artigo "O papel da oposição", que ficou famoso pelo trecho em que FHC prega que os tucanos se voltem para as classes médias.

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