Geral

Ensino técnico atrai escolas privadas

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Um novo nicho para ampliação de cursos nas escolas particulares e até mesmo o crescimento da rede privada no ensino profissionalizante deverá ser impulsionado pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), lançado este ano pelo governo federal. Para o segmento de escolas particulares, o Pronatec favorece por vir atrelado ao Programa de Financiamento Estudantil (Fies), não incorrendo na inadimplência, problema crônico vivido pelo setor.

De acordo com dados dos Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), no mês de abril deste ano a inadimplência nas escolas particulares de Bauru ficou em 8,60%, enquanto que no Estado foi de 7,65% e de 10,14% apenas na Capital.

O Pronatec tem como alvo estudantes do ensino médio e trabalhadores que necessitem de qualificação. O programa pretende expandir a oferta de cursos técnicos, profissionais de nível médio e cursos de formação inicial e continuada. A projeção do governo federal é de oferecer 8 milhões de atendimentos até 2014.

O Fies será ampliado para o ensino técnico e poderá beneficiar empresas que queiram captar recursos para investir em cursos técnicos (Fies Técnico Estudante e Empresa). O fundo proverá linha de crédito para facilitar o acesso de estudantes e trabalhadores empregados ao ensino técnico e profissional a estudantes e egressos do ensino médio, empresas e trabalhadores. Por intermédio do Fies, o Ministério da Educação (MEC) promoverá uma linha de crédito para estudantes vindos do ensino médio e também para empresas que desejem complementar a formação dos seus trabalhadores com cursos técnicos e profissionalizantes de nível médio de escolas privadas habilitadas pelo Ministério e do Sistema S.

O funcionamento é similar ao do Fies do ensino superior, porém, com 18 meses de carência e seis vezes o tempo do curso, mais 12 meses para pagamento.

O Pronatec foi discutido ontem em Bauru por representantes de escolas privadas, Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sieeesp, e Gerson Trevizani, diretor regional do Sieeesp em Bauru. Silva entende que o ensino técnico é uma tendência nos Estados Unidos. Ele ressalta que o estudante poderá quitar o Fies quando já estiver trabalhando e com carência de 2 anos após formado.

O encontro debateu outros assuntos como a inadimplência das mensalidades escolares, aumento no número de horas da educação básica entre outros assuntos do setor.

Em Bauru existem 90 escolas particulares que atendem 20 mil estudantes e na região são 250 colégios com 48 mil estudantes. De acordo com Silva, a inadimplência em Bauru caiu nos últimos 36 meses. Em abril de 2008, era de 11,90% a segunda maior nos 12 meses daquele ano.

No ano seguinte, abril registrou uma inadimplência de 9,3%, e, no mesmo mês do ano passado, subiu para 9,46%. Já em abril deste ano o índice baixou para 8,60%. O presidente do Sieeesp atribuiu a queda da inadimplência ao bom momento da economia brasileira.

Uma parte do encontro visou estimular Bauru e região a participar da 15ª edição do Congresso e Feira de Educação Saber, com inscrições a partir de 20 de junho e programado para o período de 8 a 10 de setembro no Centro de Exposições Imigrantes. O tema deste ano será "Escola de sucesso, educação de qualidade - o Saber rumo a uma gestão de Excelência". Serão 124 palestrantes e centenas de atividades integrando o termo gestão no aspecto pedagógico e administrativo.

As inscrições começam dia 20 deste mês, prosseguindo até 2 de setembro pelo site www.congressosaber.com.br ou pelo telefone (14) 5583-5555. Após este período, as inscrições serão pessoalmente.

Comentários

Comentários