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Trabalhador assassinado no Pará não era ambientalista

Da redação JCNet
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O trabalhador rural Obede Loyla Souza, de 31 anos, morto no último dia 9, não era extrativista nem líder ambientalista no Pará. Além disso, seu nome não consta na lista de pessoas ameaçadas divulgada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Esses fatores, de acordo com o Ministério da Justiça, amenizam as suspeitas de que sua morte seria mais um caso de violência contra líderes rurais da Região Norte. Em menos de um mês, a região contabiliza quatro mortes de lideranças.

"Assim como toda a população local, Obede e a esposa tinham seu roçado. Mas não era extrativista nem liderança. Muito menos ativista ambiental", disse o agente da equipe da CPT de Tucuruí e integrante da coordenação da CPT no Pará Hilário Lopes Costa. "O nome de Obede não consta na lista que a CPT divulga, com os nomes de pessoas ameaçadas de morte por madeireiros", afirmou.

A Polícia Civil do estado levantou a ficha do trabalhador e constatou que ele tinha antecedente criminal por atentado ao pudor. Isso será levado em consideração ao longo das investigações, mas, em princípio, não tem relação com o assassinato, e ficará limitado apenas às informações vinculadas ao perfil da vítima.

O Ministério da Justiça confirmou que o trabalhador assassinado não era líder extrativista e informou que a Força Nacional não está no local porque a solicitação do governo do Pará está restrita a apenas três municípios: Santarém, Marabá e Altamira.

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