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Com mandado, polícia já considera Edmundo foragido


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Rio - O ex-jogador de futebol e comentarista esportivo Edmundo Alves de Souza Neto, que teve prisão decretada anteontem, já é considerado foragido da Justiça. A Polícia Civil visitou pelo menos quatro endereços à procura dele, mas não o localizou. No último, os policiais foram recebidos por uma mulher, que seria a atual namorada do ex-atleta, mas ele não estava. A polícia não divulgou os bairros onde ficam esses endereços, mas a reportagem apurou que um deles é em São Conrado, na zona sul.

Edmundo está sendo procurado por cerca de 15 policiais da Divisão de Capturas da Polinter (Polícia Interestadual), sob o comando do delegado Rafael Willis.

O advogado do ex-jogador, Arthur Lavigne, afirmou anteontem que ingressaria com pedido de habeas corpus ontem, mas a tarde de ontem não havia apresentado o recurso ao Tribunal de Justiça do Rio. Lavigne afirmou que, se o habeas corpus for negado, Edmundo vai se apresentar à Justiça.

Edmundo foi condenado em março de 1999 a quatro anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto, por homicídio culposo e lesão corporal culposa, por conta de um acidente de carro ocorrido na Lagoa, zona sul do Rio, na madrugada do dia 2 de dezembro de 1995.

No acidente morreram Joana Maria Martins Couto, Carlos Frederico Britis Tinoco e Alessandra Cristini Pericier Perrota. Ficaram feridas Roberta Rodrigues de Barros Campos, Débora Ferreira da Silva e Natascha Marinho Ketzer.

A sentença que condenou o ex-jogador foi proferida pela 17.ª Vara Criminal da Capital. Ele recorreu, mas a 6.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio manteve a decisão no dia 5 de outubro de 1999.

O juiz rejeitou a alegação de prescrição e afirmou que "ainda não ocorreu o lapso temporal exigido pela lei", segundo o Tribunal de Justiça.

De acordo com o advogado Lavigne, há uma manifestação do Ministério Público, de 10 de maio de 2010, reconhecendo a prescrição do processo.

Edmundo dirigia uma Cherokee e havia acabado de sair da boate Sweet Love com as amigas Roberta, Débora, Markson Gil Pontes e Joana, que morreu no hospital. O carro de Edmundo bateu em um Uno.

O Uno era dirigido por Carlos Frederico Brites Pontes, que morreu no local do acidente. Ele estava acompanhado da namorada, Alessandra, que morreu no hospital, e de Natasha.

O laudo policial sobre o acidente concluiu que a alta velocidade em que o jogador conduzia seu carro foi determinante para a batida. Ele foi acusado (denúncia formal) de triplo homicídio culposo, em 1996.

Em sua defesa, no depoimento para o Ministério Público, Edmundo disse que foi fechado pelo motorista do Uno, mas não convenceu a Justiça. No dia 5 de março, Edmundo foi condenado. Os advogados do jogador entraram com um recurso e conseguiram a liberdade provisória.

Em outubro, o Tribunal de Justiça confirmou a sentença e determinou a imediata detenção do jogador. Depois de ficar foragido por 24 horas, Edmundo se entregou e chegou a passar uma noite detido na Polinter. Foi liberado graças a uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em dezembro de 2000, o STJ recebeu um recurso dos advogados do esportista pedindo a diminuição da pena. Solicitaram ainda a suspensão condicional da pena e, em caso de negativa, sua substituição por penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade.

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