Credores internacionais definiram um prazo limite para salvar a Grécia de uma moratória no próximo mês, enquanto o primeiro-ministro, George Papandreou, enfrenta baixas no partido socialista, em meio a medidas de austeridade exigidas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional.
O drama político em Atenas, onde protestos em massa se tornaram violentos e esforços para formar um governo de unidade nacional fracassaram na quarta-feira (15), sacudiu os mercados financeiros, já preocupados pelas incertezas na Europa com relação a um segundo pacote de ajuda à Grécia.
"Nossa resposta aos desafios que enfrentamos é estabilidade e mantermos nosso curso de reformas", afirmou Papandreou, premiê do país, durante reunião no Parlamento solicitada por críticos das políticas de austeridade.
O primeiro-ministro, que adiou a modificação de seu gabinete para sexta-feira, também disse que continuará buscando um consenso político mais amplo, apesar do fracasso nas negociações com a oposição, nas quais se dispôs inclusive a deixar o cargo.
Em comunicado com o objetivo de tranquilizar os mercados, o comissário econômico da União Europeia, Olli Rehn, disse esperar que a UE e o FMI liberem uma parcela de 12 bilhões de dólares no início de julho para manter Atenas de pé.
O comissário Rehn disse esperar que os ministros de Finanças da zona do euro tomem uma decisão sobre um novo programa de ajuda à Grécia até 11 de julho.
Mas duas fontes do governo alemão afirmaram que Berlim quer adiar um acordo que preveria um novo programa no valor de 120 bilhões de euros, incluindo 30 bilhões de euros em privatizações, até setembro, devido a divergências sobre como envolver investidores privados no socorro financeiro.