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Presidente da CNBB defende criar marchas contra a maconha

Folhapress
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Brasília - O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, defendeu ontem que a sociedade também deveria organizar marchas contra a maconha.

Na última quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a realização de atos pró-legalização da droga no País. "A Igreja se opõe a qualquer tipo de droga, a não ser em casos terapêuticos", disse. "Não sabemos como os pais e mães que lidam com o problema vão receber isso (a decisão do STF)", afirmou.

Para o cardeal, a sociedade deve ficar "atenta" e não deve se deixar levar pela posição de "alguns". "Não queremos jovens anestesiados", criticou.

Dom Damasceno ponderou que o dependente de drogas não deve ser criminalizado e deve sempre receber apoio para tratamento. "A Igreja vem oferecendo diversas alternativas para aqueles que precisam, como centros especializados para dependentes", lembrou.

A Igreja Católica deve participar mais do debate sobre drogas. A Campanha da Fraternidade deste ano terá foco na saúde pública e, em 2012, o tema será a juventude.

A CNBB já havia se voltado para a questão das drogas em 2001, com a campanha "Vida sim, drogas não".

O presidente da CNBB evitou falar sobre a lei anti-homofobia, que está no Senado e é criticada por evangélicos. Segundo ele, a CNBB ainda precisa conhecer melhor a proposta. "Não apoiamos nenhuma forma de preconceito", afirmou.

O projeto de lei desagrada os evangélicos porque eles temem que haja punição no caso de pregações com críticas à prática homossexual.

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