Mas não são apenas os discos do "amante à moda antiga" que atraem os "caçadores de achados" (raros) ao Centro de Bauru. Comer e comprar alimentos à granel, igual aos empórios de secos e molhados de antigamente, ao contrário de outros itens em extinção, está na crista da onda, principalmente em termos de saúde.
Produtos naturais, alguns tipicamente das regiões Norte e Nordeste do País, como a castanha, avelã ou ingredientes para pratos arretados como o baião de dois ou acarajé, podem ser encontrados à granel, dentro daqueles balcões que remetem às típicas, e cada vez mais raras, vendinhas da esquina.
"Procuramos diversificar em comparação aos supermercados. São produtos, de certa forma, considerados elitizados, mas que podem ser comprados à granel e, assim, mais em conta", diferencia o comerciante Osvaldo Barrezzi, proprietário do estabelecimento. O centro, segundo ele, é um ponto estratégico para atrair clientela que busca algo diferenciado e tradicional. "Já atendi freguês até com receita médica indicando alimento natural", comenta.
Contudo, ele somente lamenta alguns inconvenientes, bem modernos, por sinal. "Infelizmente não posso manter a loja aberta depois de anoitecer. Aumentou o policiamento por aqui, mesmo assim ainda não dá para arriscar. Quando escurece essas ruas mudam totalmente o perfil, assusta um pouco". Sinal dos tempos.