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Reflexões domingueiras

Ricardo Coube
| Tempo de leitura: 3 min

Imaginando um dia frio, mole, pouca atividade, faço considerações a respeito de comportamentos, onde espero colaborar para um debate que pode continuar nos próximos artigos. Brasileiro vive num País especial devido a vários aspectos interessantes. Enfocaremos, no texto, características negativas do comportamento humano. Primeiro, é um País com uma carga tributária absurda, onde quem sonega leva uma enorme vantagem competitiva. Depois, é o País da burocracia, onde tudo é difícil, complicado, desgastante e caro, em função do tempo que se perde e dinheiro adicional desnecessário.

A educação está melhorando um pouco, mas falta muito para poder ser chamada de boa. O brasileiro tem nível de escolaridade baixa, enfrenta sérios problemas de segurança pública, não valoriza a cultura e o conhecimento. Os hábitos são egoístas, pois prevalece a lei de Gerson. Detestamos filas eccriticamos quando elas ocorrem. Entretanto, quando chega a nossa vez, queremos todo o tempo do mundo para nós e perdemos a pressa. Azar dos outros que estão aguardando atrás da fila.

O trânsito reflete a grosseria do povo. Se tivéssemos indicadores para medir o conhecimento, o nosso nível seria baixo comparado com países desenvolvidos. Em termos de segurança jurídica e Justiça, nós estamos muito mal. Achamos razoável o entendimento que é importante o político fazer, ou seja, realizar obras. Se roubar, faz parte da cultura e é típico da atividade política. É mole! Falamos muito em ética e sustentabilidade, mas adoramos consumir produtos piratas, baratos e sem nota fiscal. No cenário descrito acima, existem empresas que dão show de bola e são modelos para todo o mundo.

Outro aspecto interessante é que o brasileiro, como regra, tem astral bom, gosta da vida e de viver, adora consumir, é adaptável e tem facilidade para se desenvolver profissionalmente. O Brasil assumiu compromissos mundiais, Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas, que têm data marcada e uma enorme expectativa mundial sobre como o País vai se comportar nesses eventos de tamanha importância. O País depende de decisões políticas e estas são extremamente complicadas e seguem caminhos, princípios e valores, que não combinam com o interesse de um povo e um País que quer seguir um caminho de prosperidade. A imagem e o futuro do País serão testados. Para o nosso povo, tudo se passa com absoluta tranquilidade. Não estamos vendo risco algum e nem prováveis conseqüências. Independente desses desafios, este nosso jeito de ser é suficiente para garantir o futuro que queremos para o País? O ritmo das mudanças estruturais não parecem acompanhar as demandas crescentes em todas as áreas. Como sustentaremos o nosso crescimento equilibrado e sustentado a longo prazo? Considerando que a classe política reflete as características do povo que vota e esta classe tem enorme influência no destino do País, pergunta-se qual é o nosso provável futuro? Se você for otimista com este cenário, aproveite o domingo para tomar uma dose e comemorar. Se for pessimista, tome uma para esquecer! Bom domingo de qualquer jeito!

O autor, Ricardo Coube, é diretor presidente do Grupo Tiliform

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