A associação dos supermercados, usando a proteção do meio ambiente como desculpa, orquestrou uma bem sucedida campanha para abolir as sacolas plásticas. Ótimo, isso é importante. Mas a proposta foi apresentada de maneira tão simplista que surgiram as famosas perguntas que não querem calar.
1- Ficam, também, as fábricas proibidas de utilizarem plástico nas suas embalagens de arroz, milho, açúcar, etc, etc, ou elas não são poluentes?
2- A economia gerada vai ser repassada aos produtos, ou será aplicada em pesquisas de embalagens biodegradáveis, mais práticas, resistentes e baratas?
3- E o problema do lixo doméstico? Vamos voltar a usar aquelas latas que atraíam moscas e outras pragas, sem mencionar os problemas que causavam aos lixeiros? Ou vamos comprar sacolas plásticas para substituir as do mercado? A questão toda se resume em aplicar recursos para a produção de sacolas biodegradáveis de forma prática e barata. E agora, José?
Israel Martins