Damasco - Sob a pressão de mais de três meses de protestos, o ditador da Síria, Bashar Assad, voltou a culpar uma conspiração estrangeira pela crise.
Ele reiterou as ameaças de retaliação, mas ofereceu um esboço de plano para aplicar reformas políticas no país.
Falando ontem a simpatizantes na Universidade de Damasco, Assad estendeu a mão a um "diálogo nacional" com opositores, disse que haverá eleições parlamentares em agosto e sugeriu uma reforma na atual Constituição.
Após o discurso, centenas de pessoas protestaram nas ruas de várias cidades contra o ditador, num sinal de que as reformas prometidas serão insuficientes para abafar a revolta contra o regime.
Foi o primeiro discurso de Assad em dois meses, em meio à convulsão causada por crescentes protestos reprimidos com violência pelo governo. Cerca de 1.300 foram mortos pelas forças de segurança, segundo ativistas de direitos humanos.
Repetindo a fórmula dos dois discursos anteriores, Assad combinou ameaças com promessas vagas de reforma.
Admitiu que há demandas legítimas por mudanças, mas prometeu perseguir os "sabotadores" que se aproveitam para instalar o caos.