Política

Posto volta a sofrer com pombos e onda de furtos


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Os problemas envolvendo a saúde pública parecem não ter fim. Dessa vez, o vereador Natalino da Pousada (PV), que compõe a base de sustentação da administração, tomou frente das cobranças para soluções sobre problemas na sede do Programa Saúde da Família (PSF) da Vila São Paulo. A presença de pombos no telhado do imóvel, que chegaram a interditar o local no início do ano, já voltou a ser um problema. Além disso, três casos de furtos durante esse ano preocupam funcionários e população.

Em razão disso, o vereador, que tem base eleitoral na região, solicitou, há duas semanas, a implantação de vigilância permanente ou monitoramento eletrônico no PSF da Vila São Paulo e nos demais postos de saúde do município. Atualmente, vigilantes atuam nesses locais apenas no período noturno, a partir das 19h.

Funcionários ouvidos pela reportagem, porém, acreditam que os furtos aconteçam no fim da tarde, no período entre o fechamento da unidade, às 17h, e a entrada do vigia. Segundo Natalino, já foram registrados três furtos no local somente em 2011. O último aconteceu há cerca de duas semanas e o trecho do alambrado rompido pelos bandidos continua do mesmo jeito. Nas ações criminosas, já foram levados ventilador, rádio, torneiras, materiais de usos dos agentes de saúde, roupas de bebês oferecidas a gestantes e outros produtos.

"Os funcionários acreditam que o acesso [ao posto] ocorre pela Escola Municipal de Ensino infantil (Emeii) Catharina Paulucci Silva. Entendemos que é necessário implantar vigilância em período integral ou instalar monitoramento eletrônico para coibir a ação dos assaltantes", aponta Natalino.

O pastor Aparecido Januário, que atua também como líder comunitário, se mostrou indignado com a situação. "O poder público precisa resolver essa situação porque a população é a maior prejudicada".

O secretário municipal da Saúde, Fernando Monti, lamentou os furtos às unidades do município e afirmou que a Vila São Paulo não é um dos principais pontos de preocupação da administração em relação à falta de segurança, pois outros pontos tiveram mais problemas no ano passado.

"Estamos estudando tecnicamente a possibilidade de reforçar a segurança nos imóveis da secretaria e contabilizando os custos para isso. No entanto, já temos uma visão preliminar de que sistemas de segurança baseados em pessoas custam caro", adiantou.

Em relação ao alambrado rompido há duas semanas, Monti admitiu que esse tipo de reparo pode ser feito a curto prazo, mas o poder público precisa respeitar a lei para executar esse tipo de serviços. "Não posso oferecer para a primeira pessoa que passa na rua consertar o alambrado", comentou o secretário.

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