Na edição do JC de domingo, dia 19, publicou-se na coluna do leitor manifestação sobre a equipe de basquete profissional de Bauru. Nela o missivista enaltecia a convocação de dois jogadores de Bauru para a Seleção Brasileira de Basquete, o que constitui, de fato, em motivo de orgulho para a cidade. Mas a manifestação não ficou restrita a este assunto e dirigiu pesado ataque à classe dos empresários, ao prefeito e ao secretário de Esportes, todos de Bauru.
Não saio em defesa de nenhum deles, até porque desconheço a totalidade dos fatos. Desconheço, por exemplo, se lá na origem houve algum compromisso de ajuda financeira devidamente contratado e assinado entre as partes envolvidas e que, atualmente, uma ou outra parte está descumprindo o que foi tratado. Neste caso, a crítica - dentro de certos limites - se justifica. Caso contrário, ela é injusta. De qualquer forma, é sabido que o poder público nem sempre pode realizar tudo aquilo que é necessário e que gostaria de realizar. Governar é eleger prioridades. Sabe-se, também, que nossa cidade não dispõe, há anos, de uma política de Esporte nos seus diferentes níveis. E esse fato não deve ser debitado na conta do prefeito atual, muito menos do secretário de Esportes.
Antes, pelo contrário. Até onde sei, eles viabilizaram a criação do Conselho Municipal de Esportes, o que se constitui em considerável avanço. Ainda no planos das prioridades, se não houve nenhuma alteração de rumo, Bauru vai sediar os Jogos Abertos do Interior. Você, caro leitor, sabe lá o que isso significa em termos de estrutura física? Concluo dizendo que prefiro um prefeito jovem e baladeiro a raposas velhas e corruptas.
Edison M. Maitino