O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC, na sigla em inglês) pediu nesta quinta-feira ao grupo islâmico palestino Hamas que entregue provas de que o soldado israelense Gilad Shalit ainda está vivo, quase cinco anos após sua captura por militantes na Faixa de Gaza.
Em um apelo público incomum, a agência independente de ajuda afirmou que a família de Shalit tem o direito, de acordo com a legislação humanitária internacional, de entrar em contato com o filho, de 24 anos, mantido incomunicável desde sua captura, em 25 de junho de 2006.
"Como não há nenhum sinal de vida do sr. Shalit há quase dois anos, o ICRC está agora pedindo que o Hamas prove que ele está vivo," afirmou o Comitê, com sede em Genebra.
O ICRC também reiterou sua antiga solicitação de visitar Shalit no local em que estiver preso.
Mas um porta-voz do Hamas pareceu ter rejeitado o apelo - que autoridades do ICRC disseram ter sido transmitido em caráter privado ao grupo militante islâmico várias semanas atrás.
"A Cruz Vermelha não deveria envolver-se nos jogos israelenses de segurança com o objetivo de chegar a Shalit. Deveria adotar uma posição que resulte no fim do sofrimento de prisioneiros palestinos", disse à Reuters o porta-voz do Hamas Sami Abu Zuhri, em Gaza.
Militantes armados do Hamas capturaram Shalit em Israel por meio de um túnel que construíram na fronteira. Depois disso, ele vem sendo mantido em local desconhecido. O último sinal de vida foi um vídeo divulgado por seus captores em setembro de 2009, no qual Shalit aparece pálido e magro, fazendo um apelo por sua vida.