O técnico Luiz Felipe Scolari afirmou ontem que o atacante Kléber, alvo do Flamengo, não deixará o Palmeiras.
"Ele só sai por milagre. Deu cem respostas sobre o assunto e, em apenas uma, ele, como profissional, disse que tem de olhar. Foi apenas a forma de dizer que profissionalmente vai olhar (a proposta)."
Ele também falou sobre Martinuccio, do Peñarol, cujo nome foi ventilado pelo clube. "Esqueçam. Não tem a mínima possibilidade. Pelo que vimos, é bom jogador, mas pelo que nos foi passado, a chance é zero", declarou o treinador.
Martinuccio, 24 anos, foi um dos destaques da campanha do time uruguaio na Libertadores. Mas nas duas partidas da decisão, ele foi anulado pelo volante Adriano, do Santos. Scolari também parabenizou o time praiano pela conquista do tricampeonato continental.
A respeito da chegada do ex-santista Maikon Leite, que se apresenta hoje, o técnico disse que, em princípio, o jogador vai disputar posição no ataque.
"Ele vai disputar uma posição como segundo atacante, jogando pelas pontas. Teoricamente, é o espaço do Wellington, do Adriano, do Luan e até do Tinga, quando ele joga pela direita. Na minha cabeça, ele vem para compor o grupo", explicou Scolari.
Um dia depois de o atacante vir a público manifestar a sua vontade em ficar no clube, apesar da proposta recebida pelo Flamengo, foi a vez de o presidente alviverde Arnaldo Tirone declarar que fará de tudo para o atleta continuar no grupo.
"O Palmeiras não abre mão do Kléber", afirmou. Quem teve de se redimir nessa história, porém, foi a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim. "Conversei com a Patrícia na segunda, ela até se desculpou porque teve uma informação errada a respeito do Kléber. Ele tem contrato e disse que quer ficar", revelou Tirone.
Outro empecilho na negociação com a equipe rubro-negra é a multa rescisória do jogador. "O valor é maior que R$ 100 milhões", ponderou o dirigente alviverde.