Internacional

Ai Weiwei não pode sair de Pequim


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China - O governo chinês afirmou ontem que o artista e dissidente Ai Weiwei, libertado anteontem após três meses de detenção, não pode deixar Pequim sem permissão. A condição pode ser estendida por até 12 meses.

"O caso de Ai Weiwei segue sob investigação, por isso que sem a permissão das instituições de cumprimento da lei ele não está autorizado a sair de sua casa, e deverá responder as citações judiciais", declarou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Hong Lei.

O artista, que responde por sonegação de impostos e eliminação de provas, deverá ainda se abster de influenciar nas declarações de outras testemunhas ou "destruir evidências". O advogado Liu Xiaoyuan, assessor de Ai, indicou que o tipo de detenção do artista, literalmente "obter uma fiança pendente de julgamento", não significa que não pode abandonar seu domicílio ou ter contato com a imprensa.

Anteontem, o próprio Weiwei disse ao jornal britânico "Guardian" que não poderia fazer mais comentários sobre sua prisão. "Estou muito feliz e bem", disse apenas.

Liu acrescentou que a polícia não mencionou nada sobre a suposta confissão de Ai por crimes financeiros ou evasão de impostos, o que só foi publicado pela agência oficial Xinhua.

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