Luiza de Mello, estudante - "Como os meteorologistas fazem para saber se vai ou não chover?
José Carlos Figueiredo - A previsão é feita através de várias equações matemáticas que envolvem o tempo do relógio e o tempo meteorológico. São equações difíceis, mas, hoje, muitas dessas equações estão no computador, então um meteorologista precisa saber muito de computação, além de saber fazer programação. Os radares e as estações meteorológicas coletam dados, como locais onde está e onde não está chovendo e, para realizar as equações, o profissional pega todas as informações que existem no globo, em boia no mar, das estações meteorológicas, radares, satélites...
Guilherme Braite, estudante - "Como é a formação de um meteorologista?
José Carlos Figueiredo - Na faculdade, as principais disciplinas são da área de exatas, como matemática, física e informática. Os elementos de física e de matemática mudaram a minha vida, porque eu achava que sabia essas matérias, mas na faculdade vi que não sabia nada. Atualmente, temos cursos de meteorologia em Manaus, Belém do Pará, Campina Grande, Maceió, Rio de Janeiro, São Paulo, Pelotas, Santa Maria e, neste ano, abriremos em Bauru. Nosso trabalho em Bauru é fantástico, temos os radares mais modernos do mundo. Fazemos o mesmo que os europeus e os americanos fazem.
Renata Braite, auxiliar comercial - "Como é feita a previsão da temperatura?
José Carlos Figueiredo - A medição é feita por instrumentos como os termômetros e satélites, espalhados pelo Brasil inteiro. Como é que sabemos que a temperatura vai cair? Aqui em São Paulo, por exemplo, nós temos dois indicadores de que a temperatura vai cair: a chuva, que inibe o crescimento da temperatura, e as massas de ar frio que vêm do polo.
Roseli Chiuso, dona de casa - "Qual é a porcentagem de erros e acertos das previsões?
José Carlos Figueiredo ? A melhor maneira de falar em acertos é dizer hoje eles são bem mais frequentes. Observamos que, em média, erramos apenas uma previsão por mês. Um mês ruim é quando erramos três previsões. Antes, não conseguíamos acertar mais que 50%. A tecnologia do passado era bem precária, trabalhávamos com o avô do excel e hoje temos máquinas poderosas.