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Para Figueiredo, redução de chuvas é maior incógnita na região de Bauru

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 1 min

Seca que "acabou" no Nordeste e geadas que praticamente sumiram do Sudeste. Para o meteorologista do IPMet e presidente da SBMet, João Carlos Figueiredo, essas são as maiores mudanças observadas em seus 30 anos de profissão. "É uma coincidência. O que era ruim nos dois lugares, acabou".

Por outro lado, algumas mudanças isoladas também são observadas na região de Bauru que, assim como quase todo o Estado de São Paulo, não apresenta estações bem definidas. Segundo o meteorologista, em 2011 já ocorreu o dobro de episódios de frio esperados para este inverno. "Eram esperados três e já tivemos seis".

Mas a mudança mais visível é a irregularidade do tempo. Em Bauru, Franca, Barretos, entre outras cidades, está acontecendo algo ainda desconhecido para a meteorologia. Nos últimos 12 anos, somente o ano de 2009 conseguiu, a duras penas, atingir a média anual de chuvas.

"A falta de chuva gera problemas graves. Fiz um trabalho sério com minha esposa sobre isso e algumas pessoas até indagaram como a meteorologia se relaciona com o serviço social. Mas os agricultores sabem, porque, caindo a produtividade, os fazendeiros não conseguem manter os funcionários que migram para as cidades grandes, aumentam as favelas e, não conseguindo emprego, a pobreza e a criminalidade também aumentam. Com a falta de chuva, as autoridades precisam ter alguns cuidados com a parte social", finaliza.

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