Economia & Negócios

Brasileiro demora para trocar celular


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Nova York - O brasileiro é o segundo consumidor que leva mais tempo para trocar de telefone celular, segundo levantamento feito em 14 grandes mercados mundiais.

No ano passado, o brasileiro demorava em média 81 meses (quase sete anos) para trocar de aparelho, prazo que só é superado pelos indianos, que trocam de celular a cada oito anos, em média.

Ao contrário da Índia, porém, o brasileiro está levando cada vez mais tempo para mudar de aparelho celular. Em 2007, esse prazo era de 52 meses.

Os consumidores norte- americanos são os que trocam de aparelho com mais rapidez, ainda que a crise tenha aumentado o prazo de espera. Segundo o estudo da consultoria Recon Analytics, em 2010 os americanos mudaram de celular em 22 meses -em 2007, quando a economia estava mais forte, essa demora era de 19 meses.

Para Roger Entner, fundador da consultoria norte-americana, o levantamento mostra que o tempo que o consumidor demora para trocar de celular é influenciado mais pelos subsídios que recebe das companhias do que pela renda ou pelo fato de o aparelho dele ser pré-pago ou não.

"As pessoas reagem muito ao valor percebido que o aparelho manifesta. É realmente algo muito poderoso", afirmou. De acordo com ele, um subsídio de US$ 100 reduz o ciclo de troca de aparelho em oito meses.

Iphone

A pesquisa da Recon Analytics afirma que o Brasil, o México e a Índia são os únicos países em que o iPhone com valor subsidiado (porque as pessoas fazem contratos longos) é vendido com lucro pelas companhias.

"O iPhone nesses países é um símbolo de status mais do que nos Estados Unidos e é simplesmente inacessível para o consumidor comum. Assim, as operadoras nesses países seguem o caminho racional de cobrar pelo iPhone como um item de luxo para uma clientela que não se importa com o preço", afirma o estudo da Recon Analytics.

Um reflexo disso é que os smartphones (como o iPhone e o BlackBerry) ainda representam, no Brasil, uma fatia menor do tráfego na Internet do que em outras grandes economias.

Outra consequência é que o faturamento per capita das companhias de telefonia no Brasil é também um dos menores do mundo, já que a maioria dos aparelhos celular é de pré-pagos e ainda são poucos (em relação ao patamar das economias desenvolvidas) os smartphones, que geram receita expressiva com seu consumo de Internet, por exemplo.

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