Trípoli - O ditador líbio, Muammar Gaddafi, aceitou ficar fora das negociações para encerrar o conflito em seu país, afirmaram líderes da União Africana, ontem, após reunião na África do Sul.
Após o anúncio, a União Africana parabenizou o ditador por colaborar "com o processo de negociação", mas não deu detalhes do acordo.
Na Líbia, até a noite de hoje, os rebeldes em luta pró-democracia não confirmavam a concessão e rejeitavam o esforço da União Africana para mediar o conflito.
O grupo propõe o cessar-fogo, enquanto os rebeldes defendem que Gaddafi deixe o poder antes de negociar.
O chanceler francês, Alain Juppé, afirmou à TV de seu país que houve contatos entre o regime líbio e os rebeldes. "Não sei detalhes, mas tratou-se do destino do ditador. É preciso que ele deixe o poder", disse Juppé.
Ontem, o Tribunal Penal Internacional (TPI) declarou que a revolta na Líbia só acabará quando Gadaffi for preso. Os juízes do TPI devem dizer se apresentarão mandados de detenção contra o ditador, seu filho Saif al Islam Gaddafi, e o chefe dos serviços de inteligência líbios.
Afeganistão
Insurgentes afegãos usaram uma menina de oito anos em um ataque no qual ela foi a única vítima, anteontem, na província de Uruzgan (sul do país). O governo do Afeganistão disse que a enganaram, pedindo-lhe que levasse à polícia uma bolsa.
Dois militares espanhóis também morreram, ontem, em uma explosão em Qala-i-Naw (oeste do país). O veículo onde estavam passou por cima de uma mina.
O presidente afegão, Hamid Karzai, acusou o Paquistão de bombardear o leste do país nas últimas três semanas, matando cerca de 36 pessoas.