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Copa América: Habilidosos, Lucas Leiva e Ramires só terão de marcar na Seleção


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O Brasil tem um grupo de volantes raro. Todos os convocados reúnem qualidades que os transformam em jogadores com a capacidade de atacar e defender com eficiência. O técnico Mano Menezes só escolheu jogadores para essa posição que não são caracterizados como "brucutus", mas que também sabem jogar com a bola em seus pés. Mas para eles, a concentração de seus trabalhos tem de ficar mais na parte defensiva.

Lucas Leiva e Ramires, a dupla de volantes que deve estrear contra a Venezuela, são exemplo disso. Ambos dotados com habilidade para chegar ao ataque e até concluir a gol, os jogadores de Liverpool e Chelsea, respectivamente, têm estado mais preocupados em não passar do meio de campo. A ordem é defender muito. Atacar, quase nunca.

A tarefa de "cães de guarda" do sistema defensivo já está assimilada pela dupla. Nos treinos, nem Lucas Leiva e nem Ramires sobem para arriscar uma chegada à área adversária. Raramente passam do meio de campo. Tomam a bola e logo procuram pela passagem dos laterais ou, a maior referência, por Paulo Henrique Ganso.

A utilização para apenas funções defensivas de jogadores com capacidade para apoiar ao ataque é, aparentemente, reflexo mais da composição do elenco, com jogadores do meio para a frente com grande habilidade, do que com o esquema tático escolhido pelo treinador - Mano Menezes desenhou o time no 4-2-3-1.

"Com esse esquema não muda muita coisa. Só que eu, o Elias, o Lucas (Leiva) e o Sandro temos que ter na cabeça que estamos ali para marcar. Temos que dar suporte para a defesa e deixar a função de atacar para o Neymar, o Robinho, o Ganso, o Pato e o Fred", opinou Ramires.

Tanto no Chelsea como em seus clubes anteriores (Cruzeiro e Benfica) e também em outras convocações para a Seleção, Ramires sempre atuou como um volante que tem a liberdade - quando não a obrigação - de ir ao ataque e desempenhar o papel de elemento surpresa. Fruto disso são os 21 gols que tem na carreira, dois deles vestindo a camisa do Brasil.

Já Lucas Leiva está mais acostumado a jogar recuado. No Liverpool ele atuou muitas vezes assim. Nos treinos na concentração em Campana, Mano Menezes só realizou um coletivo. Em todos os demais períodos de treinamento no campo, o técnico misturou os jogadores reservas e titulares. Mas a dupla de volantes foi uma exceção. Ramires e Lucas Leiva têm ficado no mesmo time mesmo em exercícios técnicos e com campo reduzido.

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