Internacional

Bahrein dá início a diálogo nacional após revoltas

Da redação JCNet
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As negociações entre a oposição no Bahrein e grupos pró-governo começaram no sábado, com o objetivo de curar feridas profundas causadas por protestos no início deste ano pela maioria xiita, oprimida por governantes sunitas.

A oposição expressou ceticismo quanto ao diálogo nacional, decretado pelo rei Hamad bin Isa al-Khalifa, já que contam apenas com 35 dos 300 lugares na mesa de negociação. "Começamos sem condições ou limites, a nossa única condição é aceitar um ao outro," disse Khalifa bin Ahmed al-Dhahrani, presidente das negociações.

O país do Golfo Pérsico é estrategicamente importante, situado sobre vastos campos de petróleo, além de abrigar a sede da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos.

Inspirado por revoltas na Tunísia e Egito, que derrubaram os governantes dos dois países, os xiitas, majoritários no Bahrein, foram às ruas em fevereiro e março para exigir reformas políticas. Governantes sunitas combateram o movimento usando a lei marcial e a ajuda de forças de segurança da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.

Estima-se que 30 pessoas foram mortas, centenas foram presas e milhares perderam seus empregos. Com esperança de aliviar as tensões, o rei suspendeu a lei marcial há um mês e pediu um diálogo para discutir as reformas políticas, econômicas, sociais e legais, com "todas as opções" na mesa.

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