Tribuna do Leitor

Os "santos" de cada um


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Esse título poderia ser para o próprio "Santos Futebol Clube", e para os santistas, pela paixão ao time e ao seu maior ídolo, o craque Neymar. Mas o nosso tema é direcionado pelo dever de esclarecer a racionalidade da adoração de cada classe, em sua religiosidade própria, como acontecera com o grande grupo GLBT, na "parada gay". Desse modo, estes têm todo direito de fazerem o que quiserem com os seus deuses (santos) na sua linhagem.

A grande questão é que não sabemos dessa situação de linha e das variações de nomes de santos (deuses). E, além disso, qualquer cristão deveria saber, a princípio, que a primeira coisa e acontecimento ocorre primeiramente no campo espiritual, para que depois venha a lume.

A história (homens) fez a todos nós uma inversão dos fatos a respeito dos santos, como os dos escravos, como trazidos de fora, é um caso típico que nos esclarece: o da imagem tirada do rio, a companheira do "preto velho" e esta foi levada depois para a igreja, para ser um "novo santo", aparecido.

Em tudo existe uma evidência, lógica e progressiva que não devemos ignorar como esta iniciação das coisas no campo espiritual, ali existente primeiro. Para muitos do segmento GLBT, a "pomba gira", Yemanjá, Maria Padilha, Ogum, Ossossi, são todos seus, mesmo havendo os correlatos na outra linha, para os devotos de Santa Bárbara (a Janaína para os indígenas), São Jorge, São Francisco de Assis, São Sebastião e outros mais aclamados, tanto por um, como por outro credo. Assim cada um tem o direito de fazer o que quiser com os seus deuses ? seus santos próprios. Grato!


Carlos Roberto dos Santos

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