Tribuna do Leitor

A condição feminina


| Tempo de leitura: 1 min

Desde os tempos mais remotos e a partir do aparecimento da literatura criaram-se os estereótipos de mulher e homem, feminino e masculino. E então tinha-se como verdade in-conteste que a mulher era toda frágil, dócil, meiga e delicada e totalmente dependente do homem que, segundo a organização familiar vinda desde os tempos do império romano, vivia primeiro sob a proteção do pai e/ou de irmãos e depois, ao se casar e constituir a sua própria família, sob a proteção do marido.

E hoje, conforme a mudança dos tempos e a evolução (ou involução) do parâmetro social, sendo a principal característica a dissolução da família como núcleo e modelo do estereótipo social, a condição da mulher, bastante alterada, a leva a uma situação que exige dela demasiado esforço. Como participante da atividade social, tem de trabalhar e prover o seu próprio sustento ao mesmo tempo que não deixou de ser a parceira de Deus na criação, continuando a dar à luz novos seres humanos para manutenção da própria humanidade, por cuja sobrevivência continua sendo a responsável, seja amamentando, seja providenciando para que tenha condição de sobrevivência, mesmo sem ter de deixar de trabalhar.

E essa sobrecarga tanto exige da atual condição feminina que hoje a mulher não tem mais como ser frágil, dócil, meiga e delicada, embora para o homem ela continue sendo tudo isso que para ele resumia todo o encanto de ser a mulher com a qual ele sonhava e ainda sonha.


Isolina Bresolin Vianna ? ABLetras cad.12

Comentários

Comentários