O título, como o seu criador, sempre parece não carecer de sentido, talvez o charme ou cretinice de um título. Bem, não tenho muita ideia de quem vai ler isso, nem mesmo se isso será lido. Mas se é isso ou aquilo, vale mesmo a sinceridade da mensagem e nisto me ponho tranquilo. Adoro escrever muito. Sou leitor de Proust, não de "Twiter". Bem, noves fora, seriam minhas desculpas por não ter comparecido na inauguração. Coincidentemente estava em Bauru, passei em frente, mas por motivos que só revelaria ao mestre Paulo, entre acústicas da alma confiável, arremeti! Mesmo que o segurança, na entrada postado, tenha com um aceno, me convocado. Sei, que mesmo que tivesse optado por ser um bicão, conceitu-almente incomum num evento como esse, seria muito bem recepcionado.
Bem, só de saber que o texto montado era do Plínio Marcos, de um palhaço, o diretor, o Paulo, régua e compasso, abençoei e fiquei feliz. Vi a foto do neto no jornal, adorei. Então, meu papo agora é com a D. Celina, posso? D. Celina, um viva ao seu espaço, mais que criado, conquistado. Fiquei tomado de alegria, ainda que te deva confessar: na época da informática forte mesmo, queria seguir as aulas que faltei de datilografia. Quiçá, de taquigrafia! Continuo colhendo milho, só mudou o design. As letras são as mesmas. Nossa dignidade também. A canalhice, D. Celina, piorou como um câncer. Mas no fundo a gente nunca teve partido mesmo, não é não? Nunca ficamos de quatro aos poderosos, sejam eles poderosos de esquerda ou direita! Não é não? A senhora ensinou para seu filho, que ensinou para mim, que aprendeu com a senhora, que legal é Shakespeare, Pirandello; Gil Vicente, TBC, Paschoal Carlos Magno. Teatro de revista, malícia, Lamartine Babo. Já escrevi demais, D. Celina! Seu filho, o Paulo, deve ter vindo em certa época, com ideias e propostas, que naquele momento causou estranhamento. Mesmo assim, o propósito tinha fundamento. Mas, minha mestra, que ninguém nos ouça agora, mas seu menino, no caso eu, também envelheceu, e mesmo tendo orgulho de que tudo que aconteceu, confronto e revolução, o que ficou de verdade foram os textos que a senhora gostava.
Enfim, é isso, D. Celina, dando um nome a um Centro Cultural, que independente dos metros quadrados para criar netos aprimorados. Terminando o telegrama (rsrs), D. Celina, sou obrigado a referir-me ao chato do seu filho. Foi um dos maiores, senão o maior professor que eu tive! Por ser didático e sonhador, contador da história real, na vida entediada um fingidor. Mas que passou, ao menos para vários da minha geração, que mesmo ilhado, cerceado, pelo moralismo e ignorância, o cheiro do ralo que exala da soberba do provinciano, ele deu pilha para alguns ganharem asas.
Voar como eu voei. Sem se corromper. Eu fui, ele ficou. Como a senhora, forjando seres melhores. Lapidando diamantes humanos. Os Neves de Bauru, tempos outros foram peso. Os Neves de Bauru, foram fortes, foram leves. Os Neves foram semente, os cretinos passageiros ventos. Com reverência aos ensinamentos, assim me despeço assinando Gilson Ribeiro.
Gilson Ribeiro