No meio da bicharada
No meio de uma tarde ensolarada, uma lhama descansa, tranquilamente, sob a sombra de uma árvore. Alguns metros dali, uma onça preta anda, inquieta, de um lado para o outro. Ao mesmo tempo, um grupo de pinguins se diverte em uma piscina de água bem gelada.
Imaginar que lhamas, onças e pinguins são alguns dos ilustres moradores de Bauru pode parecer algo estranho e sem sentido, afinal, são animais naturais de ambientes e países com condições climáticas completamente diferentes do Brasil. Contudo, essas e outras 207 espécies de bichos não só vivem na cidade, como somam uma população de 880 animais e estão concentradas em um único lugar: o Zoológico Municipal de Bauru.
Inaugurado em 27 de agosto de 1980, o Zoo significa, para os moradores de Bauru e região, a possibilidade de ver, ao vivo e em cores, bichos que não fazem parte da fauna local ou que, por serem selvagens, dificilmente poderiam ser visitados em seu habitat natural sem oferecer riscos à vida das pessoas.
Por isso, durante as férias, passear pela área de 20 alqueires que abriga o Zoo Municipal é uma ótima pedida para crianças, jovens e adultos.
Escolha um dia ensolarado, e passeie tranquilamente pelo parque. Pare em cada jaula, brinque de encontrar o bicho, muitas vezes escondido entre troncos e folhas, tire fotos para se lembrar depois, e finalize a visita com um belo piquenique.
Não se esqueça de visitar o pinguinário, que chama a atenção pela graciosidade das aves, que parecem estar vestidas com roupa de gala; a Casa dos Répteis, famosa por abrigar cobras e jacarés; e, é claro, a ala dos macacos. Certamente, o passeio vai render boas risadas.
? Serviço
O Zoológico Municipal de Bauru fica na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), sentido Bauru-Jaú, no quilômetro 232. Funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h, e de sábados, domingos e feriados, das 8h às 17h. O valor do ingresso é R$ 2,00. Crianças até 5 anos não pagam e idosos acima de 60 anos pagam R$ 1,00. Mais informações pelo site www.zoobauru.com.br ou pelos telefones (14) 3203-5229 e (14) 3231-2632.
Aventura na trilha
Que tal aproveitar as férias para fazer um piquenique ao ar livre, se esbaldar debaixo da sombra das árvores e, de quebra, contemplar a natureza? Gostou da ideia? Pois saiba que o Jardim Botânico Municipal de Bauru (JBMB) pode ser o lugar ideal para isso.
Instalado na região sudeste da cidade, o parque fica quase ?escondido? pelo Jardim Zoológico, mas possui belezas que extrapolam suas fronteiras.
Sua área de 321,71 hectares, equivalente a 321 campos de futebol, abriga uma reserva natural que corresponde a 87% de seu território e é composta, em sua maior parte, de vegetação de cerrado. Além disso, o Jardim Botânico tem trechos de mata atlântica e de mata de brejo, onde o terreno está sempre encharcado.
Toda essa diversidade pode ser apreciada bem de perto pelos visitantes que optarem por se embrenhar na mata e viver uma aventura na trilha, que costura a reserva e tem 1.080 metros de extensão.
Para quem prefere tranquilidade, o orquidário é uma boa pedida. Ele concentra 107 exemplares de importantes espécies regionais, nacionais e exóticas. A beleza e a diversidade de cores, formas e aromas das flores já valem o passeio.
Outro lugar que encanta é a área verde destinada à visitação pública, onde fica o Arboreto. Lá, o visitante pode, além de aproveitar para fazer o piquenique, contemplar uma coleção de 34 espécies diferentes de árvores, muitas, típicas da região.
O parque conta ainda com coleções de plantas medicinais, espécies de samambaia e um herbário.
? Serviço
O Jardim Botânico Municipal de Bauru fica às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), sentido Bauru-Jaú, no quilômetro 232. Funciona diariamente, das 8h às 16h30 e a entrada é gratuita. Mais informações no site www.jardimbotanicobauru.com.br ou pelo telefone (14) 3281-3358.
De volta ao passado
A fachada alta, abaulada e imponente, hoje contrastando com a sujeira, o movimento intenso e o cinza típico do Centro, dão noção de quanto a Estação Ferroviária de Bauru, na rua 1º de Agosto, foi importante para a formação da cidade.
Por conta dela, Bauru fortaleceu-se economicamente, tornou-se o Coração de São Paulo e o porto seguro de pessoas vindas de diversos estados e países, que contribuíram com o crescimento intelectual, gastronômico, econômico e cultural do município.
A época de glammour, tempo em que o prédio contava com móveis caros, que iam de poltronas requintadas a vagões de madeira equipados com talheres de prata, passou há tempos. Hoje, para contar história, restam relíquias, retratos, manuscritos, maquetes, fotografias, entre outros objetos empoeirados. Tudo isso, felizmente, muito bem guardado no Museu Histórico Regional Ferroviário de Bauru, que fica no mesmo prédio da antiga estação, onde tudo aconteceu.
Para iniciar uma viagem pelos trilhos na história da cidade não é preciso maquinista nem muito carvão, basta tirar algumas horas de um dia no mês de férias e comparecer até o museu.
Lá, curta a maquete que retrata um dos vagões, também exposto no local, feita com os mesmos materiais utilizados no carro original, e o chique mobiliário que era utilizado na sala do chefe da estação. Veja fotos, objetos, e mergulhe no passado de Bauru.
Além disso, fique atento à programação: no dia 17, terceiro domingo do mês, o local sediará o projeto Estação Arte, que terá feira de artesanato. Já os passeios da Maria Fumaça, retomados mês passado, em julho, serão realizados em dois dias. Contudo, as datas ainda não foram divulgadas, pois dependem de aprovação da empresa responsável, a América Latina Logística (ALL).
E já que o assunto é museu, vale a pena conhecer o Museu Histórico Municipal, que embora fechado parcialmente, disponibiliza para pesquisa um rico acervo de jornais que circularam em Bauru a partir da década de 40. O restante do acervo, que engloba objetos e fotografias que contam a história do município, bem como o Museu da Imagem e do Som (MIS) estão fechados para visitação e aguardam reforma no prédio para voltar a operar.
? Serviço
O Museu Ferroviário Municipal fica na rua 1º de Agosto, quadra 1, no Centro, e está aberto à visitação de terça-feira à sábado, das 8h às 17h. Entrada gratuita. Telefone: (14) 3212-8262.
O Museu Histórico Municipal fica está localizado na rua Rio Branco, quadra 3, no Centro, e funciona de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Entrada gratuita. Telefone: (14) 3227-7320.
Vitória Régia
Nas férias, nada melhor que reservar uma tarde toda para ficar de bobeira, bebericando um doce caldo de cana, e, de preferência, na companhia da família ou amigos. Em Bauru, o Parque Vitória Régia oferece tudo isso e mais um pouco.
Criado em 1976, o parque tornou-se, por muitos motivos, o cartão postal da cidade. Lá, é possível caminhar, utilizar o gramado para dar o rotineiro passeio com os animais de estimação, acalmar os ânimos da criançada, que têm a opção de brincar nos brinquedos instalados no banco de areia, fazer piqueniques, e ainda contemplar a bela paisagem, que contrasta com uma das avenidas mais movimentadas da cidade, a Nações Unidas.
É também no Parque Vitória Régia que fica o famoso anfiteatro que parece estar suspenso no espelho d?água, inspirado no teatro Epidaurus, construído ao ar livre, na Grécia, cerca de quatro séculos antes de Cristo. Para as crianças, vale o esforço descer os vários degraus da arquibancada, chegar até o centro do palco e testar o eco que a voz produz. A diversão é garantida.
Portanto, passar as férias em Bauru e não visitar o Parque Vitória Régia é como estar em Roma e não ver o Papa.
Anote na agenda: é parada obrigatória.
? Serviço
O Parque Vitória Régia fica na avenida Nações Unidas, quadra 24, Vila Nova Universitária, e pode ser visitado em qualquer dia e horário. Contudo, por questões de segurança, recomenda-se evitar o local no período da noite.
Vida noturna
Em julho, as salas de aula das onze universidades instaladas em Bauru se esvaziam e os universitários, vindos de outras cidades e que não voltam para casa porque não conseguiram férias no trabalho, tem destino certo para curtir a noite na cidade: os bares, lanchonetes, casas noturnas, pubs, restaurantes e mais uma infinidade de estabelecimentos que prometem, como diz o ditado, fazer da noite uma criança.
Por aqui, independente da época do ano, a vida noturna é sempre agitada. A maior parte dos bares está localizada, principalmente, nas avenidas Nações Unidas e Getúlio Vargas.
O agito começa logo no fim da tarde, horário que os barzinhos oferecem o famoso happy hour. Nesta toada, são mais de 50 opções. Vale a pena conhecer o Bar do Português e o Bar do Brecha, no Higienópolis, e os bares Salomé, Canta Galo, Capela e Galpão Paulista, ambos na avenida Getúlio Vargas.
Se a intenção é esticar para um jantar, Bauru não deixa a desejar. Por aqui temos inúmeras pizzarias, grande parte delas na avenida Nações Unidas, cantinas italianas e restaurantes árabes, chineses e japoneses.
E se o assunto é comida, reserve pelo menos um dia das férias para provar o famoso lanche bauru, que ajudou a levar o nome da cidade para o mundo. A receita original, criada pelo estudante Casemiro Pinto Neto, é seguida à risca no Skinão, que fica próximo da Praça Portugal.
Quem optar por passar as férias em Bauru só não deve criar expectativas quanto à um detalhe: o peso na balança. Certamente, no fim do mês, será incrementado por alguns quilos a mais.
Um pouco de tudo
Quem não vai viajar nestas férias e está com medo de ficar em casa, sem nada para fazer, pode se animar. Se depender da programação do Serviço Social do Comércio (Sesc) de Bauru, o que não vai faltar na cidade são atividades para as férias. E olha que tem opção para todos os gostos e idades.
E para quem não quer perder tempo, pode ir hoje mesmo no salão de uso múltiplo do Sesc e conferir a exposição "As Palavras e o Mundo", uma mostra temática e interativa que tem a palavra como protagonista e brinca com seus sons, sentidos, significados e usos. A mostra vai até o fim do mês e está aberta para visitação de terças a sextas-feiras, das 13h às 20h, e de sábados e domingos, das 10h às 18h.
Ainda sob a temática das palavras, o Sesc oferece para a criançada o projeto "A cena é dela! Palavra tagarela", que propõe aos pequenos brincar com trava-línguas, parlendas, adivinhas e cantigas.
Além disso, toda sexta-feira, a partir do dia 15, sempre às 16h30, e todo domingo, às 15h, a área de convivência do Sesc recebe divertidas peças de teatro, entre elas, "O último andar ? uma brincadeira poética", "Bonecos urbanos" e "Histórias sem tempo que o tempo conta".
E durante a semana também tem diversão. Desta vez, para os adultos. Neste mês, as bandas Beco do Samba, Fred Sun Walk, Márcio Tucunduva e Lulina prometem animar as noites de quarta-feira. Sempre às 21h. Já aos domingos, às 16h, o Sesc recebe o projeto Sons de Domingo, com os grupos Bola de Meia, Pitanga em Pé de Amora, Ambulantes e Adylson Godoy, que está celebrando 45 anos de carreira.
Já no dia 9, o projeto "De cada canto" homenageia a cultura mineira. A programação, que tem início às 15h30, inclui oficina de bonecos gigantes, escultura em pedra de sabão, quadrilha caipira, culinária mineira, dança e se encera às 19h30 com a música de Pereira da Viola.
No dia 16, a partir das 15h30 é a vez de Pernambuco ser representado por atividades no Sesc com oficinas de xilogravura, dança, culinária, e, para finalizar o dia com chave de ouro, show de Dominguinhos, no ginásio de eventos.
Além disso, o Sesc oferece oficinas plásticas e visuais, espetáculo de circo, atividades ligadas à saúde, teatro, dança, cinema, sessões de histórias, entre outras coisas.
E aí, ainda está com medo de não ter o que fazer nas férias?
? Serviço
A programação completa do Serviço Social do Comércio (Sesc) de Bauru está disponível no site www.sescsp.org.br. O Sesc fica na avenida Aureliano Cardia, 6-71 ? Vila Cardia e funciona de terça à sexta-feira, das 13h às 21h30, e de sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 18h.Telefone: (14) 3235-1750.