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Copa América: Ineficiência do ataque preocupa Mano


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A ineficiência do ataque da Seleção Brasileira não se resume a números (ou a falta deles). Para uma equipe que só marcou uma vez nos últimos 270 minutos - vitória sobre a Romênia por 1 a 0, em 7 de junho, no Pacaembu - mais grave ainda é a ausência nítida de pontaria, a "obrigação" de ter de enfeitar a jogada no momento mais apropriado para a finalização e, o pior, a nulidade na hora de criar lances de perigo para o adversário.

No jogo contra a Venezuela, o Brasil não deu sequer um chute a gol durante todo o segundo tempo. Isso já seria difícil de entender se a Seleção estivesse enfrentando alguma potência do futebol mundial. Mas a partida era contra o maior freguês sul-americano. A comissão técnica já admitiu o problema há vários dias, desde que passou a intensificar os treinos de finalização. São repetidos quase que diariamente em Campana. No último sábado, véspera do confronto contra a Venezuela, houve até várias séries de cobranças de pênaltis. Os goleiros Victor e Jefferson se revezavam enquanto Alexandre Pato, Neymar, Robinho, Paulo Henrique Ganso, entre outros, tentavam superá-los.

Naquela atividade, Jefferson se destacou e impôs um constrangimento a Pato. O atacante do Milan efetuou sete cobranças para o goleiro do Botafogo. Não converteu nenhuma delas em gol. Logo no primeiro coletivo realizado em Campana, na etapa inicial de preparação da Seleção Brasileira na Argentina, o técnico Mano Menezes chamou a atenção de Robinho pelo menos três vezes porque ele demorava a concluir as jogadas. "Abriu, chuta", dizia. A observação de Mano se estendeu nos dias seguintes a Neymar, Pato e Ganso, outros mais indicados para fazer os gols do Brasil, e até para os laterais André Santos e Daniel Alves.

O técnico insiste em treinar finalizações de fora e dentro da área, a partir de escanteios e cobranças de faltas ou em situações em que a bola surge rolando na altura da meia-lua. Sabe que esse é o ponto crucial do time.

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