orças sírias detiveram dezenas de pessoas em Hama nesta quarta-feira depois de matarem a tiros até 22 pessoas na véspera, disseram ativistas. Segundo a Anistia Internacional, a Síria pode ter cometido crimes contra a humanidade em uma operação de repressão anterior.
Tanques ainda estavam estacionados fora de Hama, cidade onde ocorreram alguns dos maiores protestos contra o presidente Bashar al-Assad e onde ocorreu a repressão sangrenta de insurgentes islâmicos quase 30 anos atrás.
Mas alguns dos tanques se afastaram da cidade, e um morador de Hama disse que agora as forças de segurança estão concentradas principalmente em torno da sede do Partido Baath (do governo), da sede da polícia e de um complexo de segurança do Estado.
Ammar Qurabi, chefe baseado no Cairo da Organização Nacional Síria de Direitos Humanos, disse que os mortos da terça-feira chegaram a 22 pessoas, depois que homens armados leais a Assad se espalharam pela cidade. Ele disse que centenas de pessoas foram presas.
A agência de notícias estatal Sana disse que um policial foi morto em um choque com grupos armados que abriram fogo contra as forças de segurança e atiraram coquetéis Molotov e bombas de pregos contra elas. A agência não mencionou mortes de civis, mas disse que alguns "homens armados" ficaram feridos.