Turismo

Paraty

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Uma mão de tinta na fachada branquíssima e pinceladas certeiras nos detalhes coloridos das janelas. Lâmpadas novas nas arandelas, marteladas lá no alto do telhado e um trato especial nas pedras das ruelas históricas. Assim Paraty se preparou para o mais badalado evento cultural de seu calendário.

A 9.ª edição da Flip, a disputada Festa Literária Internacional de Paraty, começou ontem e prossegue até o domingo, dia 10, levando para a cidadela de 30 mil habitantes outras 20 mil pessoas. Felizardos que estão tendo o privilégio de desfrutar todo o charme do destino em seus dias mais efervescentes.

É no cenário cinematográfico do centro histórico que a Flip ganha vida. Os tão esperados encontros entre público e escritores - este ano, 18 nacionais e 13 estrangeiros - são realizados nas enormes tendas instaladas entre as centenas de casarões coloniais, cuidadosamente preservados desde o século 17. Alguns dos eventos também têm como paisagem complementar a baía da cidade, com a característica água esmeralda da chamada Costa Verde do Rio de Janeiro. Ou ainda o Rio Perequê-Açu, bem ao lado da Igreja Matriz.

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O mar e as ruas de pedra


Entre um bate-papo literário e outro, as opções de divertimento vão de sossegados passeios de barco, um banho de mar, trilhas que levam a cachoeiras e até o desafio de um circuito de arvorismo. Mas todo turista haverá de concordar: é via de regra começar a explorar Paraty percorrendo cada uma das ruelas rústicas que formam os 33 quarteirões da cidade antiga.

De início, equilibrar-se entre as pedras que compõem as vias pode ser um ato desajeitado, principalmente porque a sequência sem fim de belíssimas fachadas com traçados simples, mas cheias de cor e com lamparinas delicadas, conduzem o olhar lá para cima, onde cada detalhezinho arquitetônico impressiona, fascina e promove uma viagem rápida ao Brasil colônia.

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Fachadas
históricas


Pode passar a agitação dos cinco dias da Flip que a encantadora atmosfera da cidade permanecerá intacta. O charme inerente e as paisagens sempre inspiradoras tornam o destino (tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966) especial até mesmo em uma segunda-feira tranquila, pós-feriadão.

O que não quer dizer que dias sem turistas sejam comuns por lá. Tão logo as fachadas históricas sentem o frescor de novas mãos de tinta, os hotéis começam a lotar novamente - assim como os restaurantes. Isso porque pelo menos outros cinco grandes eventos artísticos de importância nacional serão realizados na cidade ainda em 2011. A Paraty que um dia foi de grande importância para o ciclo do ouro, da cana-de-açúcar e do café, hoje se destaca no turismo. E na vida cultural do País.

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