Bauru vive hoje um dilema do qual não se vê saída. Nós estamos praticamente cercados por cerrados que, como se sabe, não podem ser desmatados. Há lotes de cerrado em beira de estrada com até 16 alqueires à venda, mas já sabemos que ninguém os quer, uma vez que são intocáveis.
Temos hoje em Bauru a construção do shopping que, pelo que se nota, vai ser um gigante. Temos a Tilibra com planta pronta para construir onde já deveria estar há muito tempo, realizando inclusive o sonho de segunda geração da empresa. Apenas uma construtora já crava estacas para um total de 150 andares de torres em construção em dois pontos da cidade. E lemos há alguns dias neste jornal que mais de 30 empresas aguardam autorização para construir novas fábricas ou ampliar as já existentes. Sabemos que Bauru não tem vocação industrial. Por alguma razão misteriosa o que mais evolui por aqui é mesmo o comércio. Mas penso que as indústrias são a fonte que alimenta o comércio. Então, a preocupação é: onde vamos parar?
Não sou, lógico, a favor de que se corte a mata indiscriminadamente, mas está bem na hora de uma reunião, não diria política, mas uma reunião de quem ama Bauru como eu para encontrar uma saída para esta situação.
Carlos Bonora