Internacional

Egito afasta policiais acusados de participar de repressão

Da Redação JCNet
| Tempo de leitura: 2 min

O governo egípcio planeja uma reformulação no alto escalão da polícia para remover oficiais envolvidos na violenta repressão a protestos contrários ao governo em janeiro, informou um jornal estatal nesta quinta-feira.

O anúncio parece ter o objetivo de acalmar a irritação popular com as táticas da polícia antes de grandes manifestações convocadas por grupos de direitos humanos e pró-democracia para a sexta-feira.

Ativistas exigem que autoridades policiais sejam levadas a julgamento sob a acusação de matar manifestantes durante o levante de 18 dias que levou à queda do presidente Hosni Mubarak e que pediu reformas para responsabilizar as forças policiais.

Mais de 800 pessoas foram mortas e 6 mil ficaram feridas durante os primeiros dias do levante, quando a polícia usou cassetetes, gás lacrimogêneo, canhões d'água e munição contra manifestantes.

O jornal Al-Ahram citou uma fonte de segurança que disse que todas as autoridades "culpadas dos eventos durante a revolução, especialmente aqueles que aconteceram em 28 de janeiro" serão aposentados.

O dia 28 de janeiro ficou conhecido como "Sexta-Feira da Ira" e foi um dos episódios mais sangrentos do levante. A onda de violência levou à intervenção do Exército e a polícia recebeu ordens para sair das ruas.

Comentários

Comentários