Polícia

Rapaz é condenado a 24 anos de prisão por matar mãe e o irmão

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

O Tribunal do Júri condenou Elvis Prado Miranda, 27 anos, a 24 anos de prisão pelos assassinatos de sua mãe, Maristela Tomás Prado, que na época tinha 47 anos, e de seu irmão mais novo, Darwin Alves do Prado, que tinha 14 anos de idade. Os crimes foram cometidos em fevereiro do ano passado, no Parque Vista Alegre, conforme o JC divulgou na época. Na próxima semana ele será julgado pela tentativa de homicídio contra seu padrasto, ocorrida em janeiro de 2009.

Na manhã do dia 6 de fevereiro do ano passado - 20 dias depois de ter sido colocado em liberdade após uma tentativa de furto de veículo -, Elvis estava sentado na calçada em frente à sua residência, na quadra 4 da rua Eugênio Paulucci, quando entrou na casa e passou a golpear sua mãe com uma faca no pescoço. Os golpes também atingiram seu peito e mão. Darwin e um amigo jogavam videogame na sala ouviram os gritos de Maristela. O adolescente tentou impedir a agressão e acabou atingido no pescoço, tórax, mão e boca.

Maristela morreu no local. Já Darwin foi socorrido e permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no dia 10 de fevereiro. Elvis fugiu pulando o muro da casa e foi pego pela Polícia Militar cerca de seis horas depois do crime, na altura do quilômetro 560 da rodovia Marechal Rondon, próximo ao trevo de entrada do distrito de Tibiriçá. Ele estava com as roupas sujas de sangue e ainda levava a faca usada nos crimes.

O julgamento de ontem teve início por volta das 19h e se encerrou pouco depois das 16h, com a condenação do réu por homicídios qualificados por motivo fútil e impossibilidade de defesa das vítimas. Ainda foram computados o agravante de que os alvos eram irmão e mãe do autor.

De acordo com o advogado Paulo Ribas de Ávila, que fez a defesa de Elvis, também foram considerados atenuantes. O fato do réu ser dependente químico e ser considerado parcialmente incapaz no momento dos homicídios levou à redução da pena. "Os jurados acabaram reconhecendo que na época do crime, ele não era totalmente capaz de entender a gravidade do fato", pontua o advogado. "Isso foi constatado pelos laudos apresentados pelos peritos e em detrimento disso, a pena caiu substancialmente", afirma.

Promotoria


O Ministério Público não deve recorrer da sentença. De acordo com o promotor João Henrique de Oliveira, Elvis foi condenado a um total de 16 anos de prisão para cada homicídio. No entanto, teve a redução por conta dos atenuantes. "A sentença ficou adequada, as qualificadoras do crime foram reconhecidas. Assim como o agravamento da pena pelo autor ser filho e irmão das vítimas." Ele pontua que os laudos de dois psiquiatras atestaram a incapacidade do réu devido à dependência química.

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Padrasto


No dia 14, Elvis Prado Miranda volta a enfrentar o tribunal do juri. Dessa vez ele responderá por tentar matar o padrasto, o chaveiro Márcio Barrado Pinto, 47 anos. No dia 8 de janeiro de 2009, ele teria discutido com a vítima e em seguida disparado cinco veze contra Pinto. Três tiros atingiram o abdômen do chaveiro, que passou três dias internado na UTI do Hospital de Base. Ontem, ele acompanhou o julgamento de Elvis.

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