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Empresa é suspeita de explorar turismo sexual na Amazônia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Uma empresa de turismo americana que organizou excursões pesqueiras na Amazônia é investigada por suspeita de explorar o turismo sexual no Brasil, de acordo com documentos citados pelo "The New York Times".

Em reportagem publicada ontem, o jornal diz que a Wet-A-Line Tours, da Geórgia (sul), é alvo de um processo no Estado e de um inquérito no Brasil. Há suspeita de que a empresa, que foi fechada em 2009, tenha explorado sexualmente adolescentes.

O proprietário, Richard Schair, nega as acusações.

Em seu site, o grupo americano de ativismo feminino Equality Now afirma que o processo foi aberto em junho por quatro brasileiras, todas de origem indígena, que dizem terem sido forçadas a se prostituir quando tinham menos de 18 anos - a mais jovem tinha 12 anos.

"A Wet-A-Line Tours, que organizava excursões pesqueiras para a Amazônia principalmente para clientes americanos, teria atraído meninas de comunidades indígenas locais para barcos pesqueiros com a promessa de dinheiro", afirma o grupo.

A Equality Now afirma que as quatro moças dizem terem sido "vendidas como prostitutas". "Uma vez no barco, as garotas teriam recebido bebidas alcoólicas e drogas e forçadas a praticar atos sexuais com homens que participavam das excursões."

O grupo diz que ajudou as brasileiras na abertura do processo - segundo eles, o primeiro a usar a Lei de Proteção às Vítimas do Tráfico Humano para pedir compensação às supostas vítimas do turismo sexual organizado.

A Wet-A-Line, cujo nome pode ser traduzido como "molhe a linha", não tem mais o seu website no ar.

Schair foi citado, nos últimos anos, em várias reportagens sobre investigações de turismo sexual. Ele também processou, de acordo com o "Times", o dono de outra operadora por difamação.

Na ação, que culminou em acordo em 2008, Schair acusa Philip Marsteller de difamá-lo ao dizer que ele fornecia drogas e prostitutas para seus clientes -os depoimentos colhidos nesta investigação seriam a base para o caso atual, segundo o jornal.

Excursões em que barcos passam dias no Amazonas são fartamente oferecidas a americanos pela Internet.

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