Tribuna do Leitor

A GALINHA QUE "ENTROU" NA ERA DIGITAL


| Tempo de leitura: 1 min


Domingo, 3 de julho de 2011, 10h25 min, momento em que a galinha entrou na era digital. Correndo, no dia e horário acima citados, encontrava-me bem em frente ao radar do IPMet, na estrada que liga a Unesp ao Cartódromo de Bauru. Na portaria estava o segurança e, uns 200 metros à frente, um grupo de ciclista. No centro havia um grupo de galinhas D?Angola que tentava atravessar a rua. Logo atrás, numa velocidade de Fórmula 1 num domingo de manhã, vinha o futuro - um Fiat Uno "Tel - A Serviço da Telefônica", referência da era digital.

Gesticulo para o motorista diminuir a velocidade e, para minha indignação, vejo o veículo acelerar e atirar o carro sobre as galinhas. Faz de uma delas uma vítima quase fatal e segue seu caminho como se nada tivesse ocorrido. Levo a galinha ferida à proprietária e, não a encontrando, deixo a penosa no quintal. O segurança do IPMet, sensibilizado com a causa, incumbe-se de comunicar à proprietária o acontecido. Na volta da corrida, passo no local e encontro as demais galinhas devorando a vítima, numa atitude de canibalismo grotesco vindo de seres irracionais, tais como a do motorista da Tel. (suposto ser racional, que naquele momento agiu com cérebro de galinha). Coloquei-a debaixo de um engradado e deixei-a na porta da casa de sua proprietária. Espero que a Telefônica ou a prestadora de serviço repare o erro cometido por seu funcionário, podendo até usar seu serviço digital para "mandar um e-mail para a galinha". Caso queiram, mande para mim, pois com certeza no próximo domingo irei visitá-la. Retornando, surpresa novamente, o "carro assassino" voltava em alta velocidade, porém, desta vez anotei as placas.

Luiz Carlos Anézio

Comentários

Comentários