Nem mesmo uma eliminação inesperada logo na primeira fase da Copa América levaria a direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a desistir de Mano Menezes no comando. O técnico vai continuar no projeto da Copa do Mundo de 2014 até na eventualidade de um novo vexame do Brasil - perder, por exemplo, para o Equador, amanhã, em Córdoba.
Foi o que garantiu ontem o diretor de comunicação da entidade, Rodrigo Paiva. "O presidente Ricardo Teixeira (da CBF) disse desde a chegada de Mano que viriam resultados negativos, que isso era normal em período de renovação de elenco. Não adianta tentar achar fantasma onde não existe", declarou o funcionário da CBF.
Ricardo Teixeira tem conversado com Mano Menezes com regularidade. Eles se encontraram na véspera dos dois jogos iniciais da Seleção - empates com Venezuela e Paraguai. O dirigente está gostando do método de trabalho do treinador, principalmente no que se refere à boa vontade em dar atenção aos parceiros da CBF. "Vamos ganhar do Equador. Mas nada muda, em hipótese nenhuma, se houver uma eliminação precoce", assegurou Paiva, principal articulador político de Teixeira.
"Nem com Dunga, quando o time foi eliminado nos Jogos de Pequim, em meio a duas derrotas, para Venezuela (2 a 0, num amistoso) e Paraguai (2 a 0, pelas eliminatórias do Mundial) e um empate com a Argentina, em que ele foi chamado de "jumento" por todo Mineirão, nem assim o Dunga caiu", prosseguiu Paiva.
Na avaliação da entidade, Mano Menezes não está em fase de teste e tem apenas de montar um time em condições de brigar pelo título em 2014. Nas conversas reservadas com o técnico, Teixeira já manifestou satisfação com a convocação de Neymar e Paulo Henrique Ganso, entre outros, embora nenhum deles venha mostrando serviço na Copa América. "O clima é de absoluta tranquilidade com relação a Mano e comissão técnica. Não há como negar que exista ansiedade em véspera de jogo de Seleção Brasileira, mas isso acontece sempre, até em amistoso", afirmou Paiva.
Time
O técnico Mano Menezes mostrou ontem que deverá fazer mudanças na Seleção Brasileira para o decisivo jogo contra o Equador. O treinador iniciou o treino tático com a formação que mandou a campo no empate com o Paraguai. Mas, no decorrer da atividade, testou Maicon na lateral direita, no lugar de Daniel Alves, e deu nova chance a Robinho, que substituiu Jadson.
Se confirmar o retorno de Robinho, o treinador retomará a formação mais ofensiva que empatou com a Venezuela, na estreia. O atacante jogaria ao lado de Alexandre Pato e Neymar, sob a armação de Paulo Henrique Ganso. Jadson voltaria ao banco de reservas após formar dupla de armação com Ganso diante do Paraguai. Maicon, por sua vez, poderá ganhar sua primeira chance na equipe titular de Mano Menezes.