Cerqueira César - Cerca de 400 trabalhadores de dois canteiros de obras de presídios construídos pelo governo do estado, localizados às margens da rodovia Antonio Salim Curiati (SP-245) em Cerqueira César (120 quilômetros de Bauru), concordaram ontem em retomar o trabalho a partir de hoje, após cruzarem os braços contra atraso nos salários.
O acordo foi assinado no final da tarde entre o Consórcio Galvão Constram, intermediado pelo Ministério Público do Trabalho de Bauru.
Os operários foram contratados por uma empresa terceirizada de mão de obra, a Brasilport Serviços de Engenharia Logística e Operadora Portuária Ltda., que não estava recolhendo os encargos trabalhistas, atrasava os salários e não fornecia alimentação de qualidade nos alojamentos.
A situação chegou a ficar tensa na manhã e início da tarde. A Polícia Militar foi acionada e os trabalhadores só aceitaram negociar após a chegada dos procuradores Luís Henrique Rafael e Marcos Vinicius Gonçalves.
Após conversas com os trabalhadores grevistas, representantes do Sindicato da Construção Civil de Bauru e representantes da empresa, o Consórcio Galvão Constram se comprometeu a efetuar o pagamento das verbas rescisórias no total de R$ 64,5 mil a título de valor líquido e R$ 5.840,68 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) até o dia 14, mediante depósito em conta bancária em nome dos trabalhadores. A empresa se comprometeu a regularizar o fornecimento de alimentação e de boa qualidade aos trabalhadores, disponibilizando nos alojamentos a marmitas entre às 19h e 21h.
O procurador Luís Henrique Rafael informou ontem que hoje pretende retornar aos dois canteiros para uma "operação pente fino" e levantar todas as irregularidades trabalhistas para serem regularizadas o mais rápido possível.