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SP é a 10ª cidade mais cara do mundo

Folhapress
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São Paulo - A escalada da inflação e o real forte fizeram com que São Paulo se tornasse a décima cidade mais cara do mundo para estrangeiros, batendo Nova York e cidades europeias como Londres e Paris. No ano passado, São Paulo aparecia na 21.ª colocação no levantamento da consultoria britânica Mercer.

Em 2009, quando a crise global atingiu com mais força o Brasil derrubando a cotação do real, São Paulo era a 72.ª cidade mais cara.

A Capital paulista agora é a mais cara da América na pesquisa que analisa 214 localidades e leva em consideração os preços de serviços e produtos para expatriados.

Grande parte dessa subida se deve ao aumento de preços. A inflação medida pelo IPCA aumentou 6,3% no acumulado de 12 meses até março deste ano - quando a pesquisa foi realizada.

O Brasil, ao lado da Índia e da China, é um dos países que mais registram inflação em alta, que se deve, em parte, ao maior preço das commodities (matérias-primas).

A perda de força do dólar em relação ao real é outra parte da explicação.

Esse ponto é importante porque o estudo tem como referência a cidade de Nova York. Os preços são comparados em relação à moeda norte-americana.

O dólar se desvalorizou em 8,4% em relação ao real entre o fim de março do ano passado e o mesmo período deste ano, tirando poder de compra do estrangeiro.

Outras brasileiras


Esses dois fatores fizeram com que não apenas São Paulo galgasse postos no ranking das cidades mais caras. O Rio, que no ano passado era a 29.ª mais cara, agora aparece como a 12.ª. Brasília ganhou ainda mais posições, 37, e está imediatamente atrás de Nova York como a 33.ª cidade mais cara do mundo.

Outras localidades, especialmente de economias emergentes, tiveram ganhos no ranking semelhantes aos das brasileiras.

A australiana Sydney, por exemplo, passou da 24.ª colocação no ranking do ano passada para a 14.ª no deste ano. Kuala Lumpur, na Malásia, ainda que permaneça na parte de baixo da tabela (100.ª), ganhou 34 posições.

As chinesas Pequim e Xangai também subiram no ranking da consultoria e estão, respectivamente, na 20.ª e na 21.ª posições.

Países como o Brasil atribuem o fortalecimento das suas moedas em relação ao dólar ao plano do Fed (o BC dos Estados Unidos) de comprarUS$ 600 bilhões em títulos do Tesouro para tentar acelerar a retomada da maior economia mundial. As aquisições, iniciadas no fim de 2010, foram encerradas no mês passado.

Um dólar fraco torna mais competitivas as vendas de produtos americanos nomercado internacional.

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