Turismo

Santiago

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

O destino está, como se fosse uma partida de futebol, quase empatando com Buenos Aires no quesito viagem à América do Sul. Cada vez mais brasileiros estão afivelando as malas para lá.

A proximidade ? são cerca de quatro horas de voo entre São Paulo e Santiago -, a moeda a favor, a comida barata, saborosa e farta e uma excelente rede de hotéis, compactuam sempre a favor.

Santiago, apesar de poluída ? nada que impressione os paulistanos bastante acostumados - não deve nunca ficar fora do roteiro de quem vai deslizar na neve gelada ou percorrer lagos encantadores mais ao Sul.

Reserve pelo menos uns quatro dias para descobrir que essa cidade de pouco mais de seis milhões de habitantes e que concentra 40% da população do país ? tem todo tipo de atração. Da tranquilidade de parques e praças muito bem cuidados e arborizados ? com piso original de areia intercalado à grama, que facilita a caminhada e os passeios com os cães -, às baladas noturnas que muitas vezes começam em lugares inusitados, como barbearias.

Por ser uma cidade perfeitamente plana, traçada como tabuleiro de xadrez e rodeada pela Cordilheira dos Andes com seus picos nevados a cinco mil metros de altura, a orientação para quem chega pela primeira vez é muito fácil.

Santiago é cruzada de Leste a Oeste pelo rio Mapocho. As avenidas são amplas, arborizadas e cheias de flores. O trânsito flui com facilidade e em poucos minutos pode-se atingir qualquer ponto periférico.

Chique, clássica, elegante. Assim é Santiago. Mas também baladeira, animada, juvenil. Como as belas pernas das garçonetes dos famosos " cafés con piernas" que sorridentes servem os clientes (sem maiores intimidades) nas casas ou ao redor do calçadão mais movimentado da cidade.

A infraestrutura ajuda nas descobertas e no fascínio que Santiago exerce nos visitantes. É muito fácil os deslocamentos. A pé ou por transporte público. Sua rede de metrô é bem distribuída e a passagem bem em conta. Os ônibus não são assim um espetáculo mas dão conta do recado, sem aqueles apertos e brecadas bruscas que ocorrem por aqui.

Se for sua primeira vez por lá, faça amizade. Os chilenos adoram os brasileiros e são até capazes, na falta de uma moedinha para enfiar nas catracas, de lhe pagarem a passagem do metrô.

? Partindo da Alameda

Comece o passeio pela Alameda como a principal avenida , a Bernardo Higgins é chamada.

A cidade não tem complicações: os pontos principais estão lado a lado ou ao norte ou ao sul. A "Alameda" tem quase 30 quilômetros de comprimento ? 27 para ser precisa.

É nela que se concentram os prédios históricos, a região das compras, dos hotéis, das baladas.

? O Palácio e a troca de guardas

O Palácio de La Moneda faz parte de todos os roteiros turísticos ? a CVC oferece programas completos com aéreo, hospedagem, passeios -.

Fica na região central e é sempre lembrado por ser o local onde Salvador Allende, o presidente socialista do país, se suicidou no fatídico 11 de setembro, nesse caso de 1973.

Embora não se possa adentrar em todos os salões, o tour inclui visita ao páteo central e ao centro cultural que funciona no subsolo. Em vários horários é possível também presenciar a troca de guarda que é interessante. A banda executa um repertório que mistura músicas marciais a hinos de esquerda caso de Gracias a la Vida, de Violeta Parra.

Aproveite para tirar fotos na Plaza de Armas repleta de flores e em frente à Catedral.

Lugares onde o novo (dos prédios envidraçados) e o velho (da arquitetura colonial espanhola) se completam. Pare para um "expresso" nos cafés con piernas que proliferaram no entorno.

Além desses ambientes onde as moças usam microssaias mas não aceitam gracejos, há os "con piernas", espécies de "inferninhos" dos anos 80 de São Paulo, onde garotas dançam, em lugares escuros, com biquínis fosforescentes.

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