Plátanos pelas ruas
Retorne à Alameda para outras descobertas.
AHiggins, nessa época do ano, quando o inverno vai findando, se torna ainda mais linda. Como foram plantados plátanos orientais há algum tempo, suas calçadas e o asfalto ficam mesclados de cores.
Folhas secas avermelhadas, azuladas e amareladas dão aquele toque europeu nessa cidade que em alguns trechos lembra muito Madri.
Conforme você for caminhando vai ver que a "Alameda" muda de nome: a região de prédios históricos vai dando lugar a outros espaços e a denominação também vai se alterando: Providencia, Las Condes ? os mais luxuosos hotéis como o Hyatt estão ali ? e Vitacura, região de compras caras e de badalação. E também de shoppings centers, onde pode-se comprar de tudo. De perfumes importados a blusas de lá macia.
Assim como vem ocorrendo agora no Brasil, as lojas de Santiago, este mês, já oferecem boas promoções.
Se a meta for comprar artesanato uma dica em Las Condes, o bairro chique que fica aos pés da Cordilheira: Pueblito Los Dominicos. O centro popular de artesanato fica ao lado da Paróquia de San Vicente Ferrer, mais conhecida como Igreja de Los Dominicos ? declarada monumento nacional.
São mais de 150 lojas revendendo tudo o que se pode imaginar ? e esperar ? da produção artesanal chilena.
Há desde artigos do Deserto do Atacama, no Norte, a peças tradicionais da Patagônia, no extremo Sul.
Joias, artigos em lã e couro, cerâmicas, vitrais, antiguidades... E os preços são mais mais variados.
Para chegar até lá, se não estiver hospedado no bairro, tome, na Avenida Providencia, o ônibus 638 ou 639. Não tem erro. Leva 25 minutos e a passagem é quase que de graça ? cerca de US$ 0,60.
O Pueblito Los Dominicos fica na Avenida Apoquindo, 9.085, e funciona de terça a domingo, das 10h30 às 19h30.
Tel: (00-56-20 220-0180 ? www.pueblitolosdominicos.com
O vidro e o luxo de Las Condes
Las Condes é considerado um bairro novo. Luxuoso. Lugar de grandes edifícios com fachadas envidraçadas. O do hotel citado, por exemplo, lembra um foguete. Sorte de quem pode ali se hospedar pois a visão é perfeita, 90 graus, das cordilheiras que abraçam a cidade.
Tem gente que malha o lugar dizendo que é fruto do capital estrangeiro lá investido. As cadeias hoteleiras internacionais e os grandes conglomerados econômicos se instalaram por lá.
Coisa que não incomodará de forma alguma o turista com grana para arcar com as diárias e as refeições. O importante é que as ruas e avenidas por ali são amplas e limpas, há flores por todos os lados, segurança , restaurantes premiados e praças encantadoras para se sentar e descansar depois de longas caminhadas.
Verde e mirantes
Por estar entre duas cordilheiras, Santiago é normalmente uma cidade cinza. Mas oferece refúgios verdes em praças ? o Parque Florestal, às margens do Rio Mopocho é ótimo para se pedalar nos finais de semana - e nos "cerros".
O Cerro San Cristobal tem o melhor mirante da cidade. Chega-se a ele por funicular, teleférico ou de bicicleta.
Aos domingos recebe grande número de visitantes que desfrutam de seu belo Jardim Botânico, com 80 espécies nativas . Um lugar para se entregar à prática de ioga ou pilates, em aulas gratuitas oferecidas sempre aos domingos de manhã.
O Cerro Santa Lúcia, também no alto, foi o lugar de fundação da cidade, em 1544. Há escadas, balaustradas e esculturas com toques neoclássicos. Como o piso é muito liso, quando chove não se recomenda o passeio.
Se quiser descobrir onde os universitários circulam, saindo do Paseo Ahumada, pegue o metrô e desça na estação U.L.A ou caminhe cerca de dez quadradas para chegar à Avenida Libertad, que cruza a Alameda.
O bairro antigo, é lindo. Há praças arborizadas e prédios ocupados pelas instituições de ensino tombados pelo patrimônio público.
O Paseo e o Mercado
O Paseo Ahumada, no centro, é o principal calçadão de Santiago. Lugar de circulação de executivos, estudantes e moças elegantes, de meia calça e sapato social. É através dele que se chega ao Mercado Central, ponto de referência dos moradores da cidade e de turistas para boas compras e excelentes refeições.
O Don Augusto é a casa mais famosa ( tem 400 mesas e serve sete mil refeições por semana) - mas há muitos outros boxes que são perfeitos para a degustação de peixes e frutos do mar frescos. A proximidade do mar favorece o acesso e os preços são bem atrativos. A típica cozinha chilena é composta de peixes ? salmão, truta e congrio - mariscos e a centolla, um crustáceo das águas geladas do país.
A comida chilena é uma das mais saudáveis e saborosas do mundo beneficiada pela proximidade com o Pacífico. Se durante o dia a dica fica com o Mercado central, a noite conduz ao bairro da Bellavista que concentra uma infinidade de bons restaurantes.
Como o badalado El Toro. Os vinhos no bairro são uma covardia. Um melhor do que outro. E as cervejas servidas em litros, geladíssimas, perfeitas para quem quer se esbaldar, pagando pouco.
Se quiser comer pratos caseiros, pagando pouco, vá até o Restaurante El Peyo (Lo Encalada, 465, tel. 00-56-2-274-0764) que serve plateada ? carne de panela com purê apimentado ou no Eladio (Av. Ossa, 2.234, tel. 00-56-2-277-0661 que capricha nas carnes na brasa. Se quiser um típico chileno, simples e barato a dica fica com o Las Delicias de Quirihue (Rua Domeyko, 2.059, tel. 00-56-2-295-1096).
Don Augusto: Entre as especialidades, a sopa de mariscos custa algo em torno de US$ 6 e o congrio US$ 12.Telefone ? 0056-2-672-2829 ? abre de segunda a quinta, das 6 às 17 horas; sexta até às 20h; sábado e domingo até às 18h.