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Explosões matam 21 em Mumbai


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Mumbai - Três explosões mataram pelo menos 21 pessoas e deixaram 141 feridas em Mumbai, cidade mais populosa da Índia - com cerca de 20 milhões de habitantes - e centro financeiro do país.

Foi o pior atentado em território indiano desde novembro de 2008, quando uma série de ataques coordenados ao longo de três dias, também em Mumbai (antiga Bombaim), deixou 164 mortos.

As explosões de ontem aconteceram em sequência, no início da noite (horário da Índia), em três regiões da cidade onde é grande o trânsito de pessoas: o bazar de Zaveri, o distrito financeiro da Opera House e a região de Dadar, no centro. As duas primeiras áreas concentram a venda de joias em Mumbai.

Investigações indicam que ao menos um carro e uma motocicleta foram usados nos ataques, em que parecem ter sido empregados artefatos explosivos improvisados.

Segundo o ministro do Interior da Índia, Palaniappan Chidambaram, o governo trabalha com a hipótese de terrorismo em razão das áreas atingidas na hora do rush e do tempo decorrido entre a primeira explosão e a última, de apenas 11 minutos. Mumbai foi colocada em alerta para o risco de novas explosões.

Até as 19h (horário de Brasília), nenhum grupo terrorista havia assumido a autoria dos atentados. Eles ocorrem meses após o início de negociações de paz entre a Índia e o arquirrival Paquistão, a quem o governo indiano culpou por ataques anteriores.

Em 2008, o serviço secreto paquistanês foi acusado de estar por trás do atentado de novembro em Mumbai, cujos principais alvos foram dois hotéis de luxo, um centro judaico e uma estação de trem.

Ontem, o governo do Paquistão se apressou para condenar os novos ataques. O país acabou de sofrer corte de US$ 800 milhões em ajuda militar dos EUA, em um sinal de que os americanos esperam maior colaboração no combate ao terrorismo.

O presidente americano, Barack Obama, condenou os ataques na Índia, e o premiê indiano, Manmohan Singh, pediu calma à população.

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