Depois da queda dos títulos no começo da semana e dos temores de que o país enfrente uma crise como a da Grécia, o Parlamento da Itália vota a partir de hoje uma série de medidas para tentar reduzir o déficit publico e dar um sinal forte ao mercado internacional.
De acordo com a Agência Brasil, o plano sofre resistências. Sindicatos e oposição criticam as medidas alegando que elas vão atingir a faixa mais pobre da população com cortes sobretudo em aposentadorias e serviços médicos públicos.
O plano econômico determina redução de gastos públicos, ajustes e cortes no setor previdenciário, redução dos subsídios do governo para administrações regionais, liberalização do mercado, taxação de ganhos em operações financeiras e proibição de que funcionários acumulem cargos públicos.
O corte no Orçamento será feito progressivamente em um prazo de quatro anos, com o objetivo de reduzir o déficit italiano para 3% em 2012 e para zero até 2014, em comparação com os 3,9% em relação ao PIB registrados neste ano.