Forças sírias mataram pelo menos 20 manifestantes nesta sexta-feira depois que centenas de milhares de pessoas saíram às ruas no país inteiro, no maior dos protestos até agora contra o presidente Bashar al-Assad.
Grupos de direitos humanos dizem que 1.400 pessoas já foram mortas desde o início das manifestações, em março. Apesar da violenta repressão, os protestos vêm atraindo cada vez mais gente. Em 40 anos no poder, nunca o Partido Baath havia sido tão desafiado.
"Essas são as maiores manifestações até agora. É um claro desafio às autoridades, especialmente quando vemos todos esses números em Damasco pela primeira vez", disse Rami Abdelrahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos.
De acordo com a Reuters, testemunhas e ativistas disseram que a polícia matou onze pessoas em Damasco, quatro no sul do país, perto da fronteira com a Jordânia, e três na cidade de Idlibm (norte). Duas pessoas também foram mortas em Homs.