Polícia

Polícia Civil apreende o cavalo Fuzil, vítima de maus-tratos

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Quem acompanhou a história do cavalo Fuzil, flagrado sob maus-tratos na tarde do dia 7 de julho, no Jardim Marambá, em Bauru, e relatada nas páginas do Jornal da Cidade, se comoveu.

Depois de instaurado um termo circunstanciado para apurar o caso, a Polícia Civil cumpriu, na manhã de hoje, o mandado de busca expedido pela justiça. Fuzil foi apreendido das mãos do dono e agora está depositado à Sociedade de Proteção Ambiental Mountarat.

Apesar de o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ter constatado os maus-tratos na ocasião em que Fuzil não suportou o peso da carroça e deitou-se, além de estar com diarreia e feridas no lombo, o animal não foi apreendido. "Eles poderiam ter apreendido o animal de imediato já que os maus-tratos foram constatados pelo veterinário", explicou o delegado titular do Distrito Policial (DP) de Crimes Ambientais, Dinair José da Silva.

Na ocasião, o veterinário Mário Ramos informou ao JC que era preciso primeiro esperar 15 dias para constatar se realmente o animal estava sob maus-tratos e, se estivesse, o proprietário seria multado e só depois da multa caberia apreensão.

No entanto, o DP de Crimes Ambientais instaurou termo circunstanciado para apurar o caso, de menor potencial ofensivo. "Nós fizemos um planejamento para poder fazer a recolha do animal, além de contar com o apoio das ONGs, que forneceram o veículo para que o animal fosse recolhido", destacou Dinair.

Sabendo que ontem seria o melhor dia para a recolha de Fuzil, os policiais civis, entre eles diversos investigadores, auxiliaram no cumprimento do mandado de busca e apreensão do cavalo, que também teve o apoio da União Internacional de Proteção aos Animais (Uipa).

Leia mais na edição impressa do JC deste sábado.

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