Política

Caso Sear segue parado na Câmara

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

As investigações acerca das denúncias contra o ex-secretário das Administrações Regionais, Ricardo Oliveira (PTB), já chegaram à Justiça a partir de uma ação civil pública de iniciativa do promotor de Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Heleni. O caso Sear, no entanto, continua sem avanços na Comissão de Fiscalização e Controle, da Câmara Municipal de Bauru.

Isso porque os vereadores esperavam o envio de documentos com a defesa do antigo aliado do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), solicitado ao Ministério Público. Na última reunião do grupo presidido por Moisés Rossi (PPS), porém, os parlamentares receberam a resposta de que deveriam pedir a documentação à Justiça, pois o caso não estava mais com o MP.

O vereador presidente da Comissão contou que essa medida já foi tomada na reunião ordinária de anteontem. Tudo isso porque, quando os vereadores solicitaram a Ricardo Oliveira sua própria defesa, obtiveram a resposta de que o ex-titular da Sear não tinha mais nada acrescentar, além do que já havia sido entregue ao MP.

Apesar da falta de documentos com a defesa do ex-secretário, há um impasse ainda maior em relação ao futuro do caso na Comissão de Fiscalização e Controle, que foi muito criticada pela lentidão nas investigações paralelas à apuração do MP. Com o afastamento de Ricardo Oliveira da Sear, Rossi chegou a cogitar o arquivamento dos trabalhos.

Com essa hipóteses descartada a princípio, surgiram divergências sobre a apuração ou não de possível omissão ou conivência por parte de Rodrigo Agostinho (PMDB) em relação aos supostos atos de improbidade administrativa de seu então aliado político.

Entre os parlamentares membros da comissão, Marcelo Borges (PSDB) é o mais radical na defesa por esse caminho das investigações. Em entrevista recente, José Roberto Segalla (DEM) defendeu a tomada de medidas a partir da análise do teor da defesa de Oliveira para que os vereadores possam saber se o chefe do Executivo sabia das irregularidades e há quanto tempo isso acontecia. O presidente Moisés Rossi e Natalino da Pousada (PV) têm posicionamentos parecidos.

Na Comissão de Fiscalização, o caso é relatado por Renato Purini (PMDB). Líder governista na Câmara, o vereador foi o mais cauteloso ao comentar o assunto, afirmando que as evidências apontam que não houve omissão ou conivência do prefeito.

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